A importância do Discipulado

quinta-feira, 26 de maio de 2016


· A palavra Discipulado significa "aquele que é ensinado". 

· Discipular, significa: ensinar, instruir, mostrar algo a alguém, passar ou repassar conhecimento etc.

O Discipulado é uma das ferramentas mais importantes para preparar os crentes para influenciar positivamente este mundo. É uma forma da Igreja crescer em quantidade e qualidade. O discipulado é uma forma de aproximar as pessoas a Deus, pois se não o conhecemos, não o buscamos. 

Em Juízes 2:10 diz que se levantou uma geração que não conhecia o Senhor, nem o que Ele tinha feito, no versículo 11 diz que devido a essa geração NÃO o conhecer, eles fizeram o que era mal ao olhos do Senhor, e fizeram para si outros deuses. Logo, entendemos que quando não conhecemos a Deus, nós passamos a criar outros deuses que preencham esse espaço vazio, "deuses" que muitas vezes não estão relacionados a outras religiões, e sim a atitudes pecaminosas que são direcionadas ao nosso próprio ego, o que nos torna pessoas insensíveis com relação a Deus. 

Ser um Discípulo não é só aprender, mas também instruir, é passar adiante aquilo que lhe foi ensinado. A essência em ser um discípulo está em passar algum tempo com o próprio Mestre. O discipulado não é só um "momento" em que se aprende a respeito de Deus, e sim uma forma de levar o discípulo a querer se aproximar dEle e buscá-lo individualmente, por conta própria. 

Jesus diz que aquele que vai até ele, ouve e pratica a sua palavra é semelhante a casa edificada sobre a rocha, que a enchente não consegue derrubar, pois está bem alicerçada (Lucas 6:47-49). Discipular é uma forma de alicerçar o novo convertido, pra que ele tenha uma fé e uma vida espiritual firmada em Deus. 

O discipulado é importante porque nos traz conhecimento de Deus, e ter conhecimento a respeito de Deus nos faz querer buscá-lo cada vez mais.

Marcela Cardoso
Creio No Amanhã

A verdadeira Paz em Jesus

sexta-feira, 13 de maio de 2016


"Sabe, porém, isto: que nos últimos dias sobrevirão tempos trabalhosos." (II Timóteo 3:1).

Este trecho da carta de Paulo ao jovem Timóteo, junto com os versículos seguintes, "Porque haverá homens amantes de si mesmos, avarentos, presunçosos, soberbos, blasfemos, desobedientes a pais e mães, ingratos, profanos, sem afeto natural, irreconciliáveis, caluniadores, incontinentes, cruéis, sem amor para com os bons, traidores, obstinados, orgulhosos, mais amigos dos deleites do que amigos de Deus, tendo aparência de piedade, mas negando a eficácia dela..."
 (3:2-7), traz uma série de exemplos do que vemos acontecer hoje em dia e que já acontecia naquela época: Maldade, frieza, falta de amor, etc. E nesse mesmo capítulo, o versículo 10 diz: "Tu, porém, tens seguido a minha doutrina, modo de viver, intenção, fé, longanimidade, amor, paciência, perseguições e aflições tais quais me aconteceram em Antioquia, em Icônio, e em Listra; quantas perseguições sofri, e o Senhor de todas me livrou". Concluímos, então, que o Apóstolo Paulo relata alguns problemas a qual enfrentaríamos, mas ele mesmo dá a solução: seguir a doutrina e o exemplo apostólico e ter fé que o Senhor nos livra.

Anos antes do apóstolo ter escrito a carta a Timóteo, Jesus disse, e está registrado no evangelho de João, as seguintes palavras: "Tenho-vos dito isto, para que em mim tenhais paz; no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo."(João 16:33). Cristo nos revela aqui, a mesma coisa que o apóstolo Paulo escreveu anos mais tarde: A fé em Deus e a obediência a Ele, nos faz ter paz, mesmo em meio as aflições desses tempos trabalhosos. Essa paz não é ausência de guerras e conflitos, mas sim, mesmo desacreditados e em momentos de fraqueza, sabemos que em Cristo encontramos a Paz, o conforto, o alívio e o descanso. Por isso Paulo, mesmo preso fisicamente, louvava e descansava pois sabia que era livre em Cristo, e conhecia a verdadeira Paz, que só Cristo dá (At 16:25).

É essa confiança, e essa Paz verdadeira, que nos dá forças e nos mantém de pé, mesmo em meio a tantos problemas. O mundo não consegue entender as maravilhas de ter essa experiência com Cristo, algo maravilhoso demais pra ser entendido pelas mentes ímpias que ainda não foram iluminadas pelo Espírito Santo, pois, como já dizia o velho corinho: "a verdadeira paz só tem aquele que já conhece a Jesus".

Marcela Cardoso
Creio No Amanhã

Considerações sobre pessoas não curadas na Bíblia

quinta-feira, 5 de maio de 2016

Li o artigo do Pr. Renato Vargens sobre "o dia em que Paulo não curou um enfermo" (leia-o clicando aqui), aonde o apóstolo seguiu viagem deixando Trófimo doente em Mileto (2 Tm 4:20). Tal relato da Escritura é contrário aos "papas da teologia da saúde perfeita", um ramo da "teologia da prosperidade" que ensina que temos que orar DETERMINANDO a cura, e que Deus É OBRIGADO a curar imediatamente TODAS as doenças. Tem que DETERMINAR mesmo, pois até usar a expressão "seja feita a Tua vontade" anula a fé curativa! Em seu livro "O Direito de Desfrutar Saúde", R. R. Soares declara: “Usar a frase ‘se for a Tua vontade’ em oração pode parecer espiritual, e demonstrar atitude piedosa de quem é submisso à vontade do Senhor, mas além de não adiantar nada, destrói a própria oração”, e outros "papas" da "teologia da prosperidade" confirmam isso!.

Mas o objetivo do Pr. Renato foi tratar somente do caso de Trófimo, pois ele não falou de Timóteo, outro caso semelhante, a quem Paulo, incapaz de curá-lo, dá-lhe uma orientação: “Não bebas mais água só, mas usa de um pouco de vinho, por causa do teu estômago e das tuas frequentes enfermidades” (1 Tm 5:23). Timóteo não somente tinha problemas de estômago (Gastrite? Úlcera?), mas tinha OUTRAS enfermidades, e estas eram FREQUENTES, e por isso Paulo prescrevia doses terapêuticas, medicinais, de vinho, provavelmente diluído em água... Paulo, igualmente, não conseguiu curar as enfermidades de Timóteo e nem "quebrar a maldição" que havia sobre ele que o levava a constantemente enfermar!

O pr. Renato também não falou de Epafrodito... Paulo relata em outra epístola: “Julguei, contudo, necessário mandar-vos Epafrodito, meu irmão, e cooperador, e companheiro nos combates, e vosso enviado para prover às minhas necessidades. Porquanto tinha muitas saudades de vós todos, e estava muito angustiado de que tivésseis ouvido que ele estivera doente; e de fato esteve doente, e quase à morte; mas Deus se apiedou dele, e não somente dele, mas também de mim, para que eu não tivesse tristeza sobre tristeza” (Fp 2:25-27). Surpreende-me, à luz da "teologia da saúde perfeita", que Paulo não tenha dito no texto bíblico que fez a oração forte, a prece violenta, e o curou... O relato, pelo contrário, dá a entender que Deus curou Epafrodito quando todos a seu redor já não tinham mais esperança, quando ele estava "quase à morte"...

Se levássemos em consideração os ensinos dos que creem na saúde perfeita do crente, é quase certo que Paulo estava em pecado, ou sem autoridade para que Deus o ouvisse!

A própria vida de Paulo dá a entender que foi uma vida de enfermidades. Escrevendo aos Gálatas ele declara ter adoecido, e esta doença foi o motivo que levou ele à comunidade da Galácia e ali aproveitar a oportunidade para pregar o Evangelho (Gl 4.13). Paulo fala ainda de um problema pessoal, o conhecido "espinho na carne", acerca do qual Paulo orou a Deus três vezes para que o livrasse dele, e a resposta do Senhor foi: “A minha graça te basta, porque o poder se aperfeiçoa na fraqueza” (2 Co 12:7-10). Tem havido várias especulações sobre o que seria este "espinho na carne". Alguns estudiosos do Novo Testamento chegam a associá-lo a uma possível enfermidade, um problema crônico nos olhos, pois Paulo escreveu aos mesmos gálatas, na mesma epístola, dizendo: “...se possível fora, teríeis arrancado os vossos próprios olhos para mos dar”, e ainda: “Vede com que letras grandes vos escrevi de meu próprio punho” (Gl 4:15; 6:11), demonstrando dificuldades na escrita, talvez por problemas de visão (o que mais explicaria o ato de escrever com letras grandes?).

Paulo não escrevia as suas cartas, mas ditava para um amanuense (escriba), e apenas postava uma saudação final e assinava as epístolas (Rm 16.22; 1 Co 16.21; Cl 4.18; 2 Ts 3.17; Fm 1.19); entretanto, parece que na urgência do assunto e na falta de quem escrevesse para ele, escreveu ele mesmo, com grandes letras, a carta aos Gálatas. Este fato pode indicar um problema visual grave.

A Bíblia relata muitos casos de "não cura". Jesus, à beira do tanque de Betesda, aonde “jazia grande multidão de enfermos: Cegos, mancos e ressicados” (Jo 5:3), curou apenas UM PARALÍTICO. Pedro e João, à Porta Formosa, aonde se juntavam muitos doentes esmolando, curaram apenas um paralítico (At 3). No AT também vemos exemplos de pessoas, como Eliseu, cheias do poder de Deus mas que não "curaram a si mesmos"...

Não duvidamos da cura de Deus! Ele é poderoso para curar qualquer enfermidade, por mais simples ou mais terminal que seja! Conhecemos relatos de pacientes com câncer terminal foram completamente curados pelo poder de Deus, e conhecemos relatos de outros pacientes que não foram curados, mas morreram em decorrência da enfermidade. Deus é soberano! Contudo, oramos por todos os enfermos que nos pedem oração por cura, impondo-lhes as mãos, crendo que Deus pode curá-lo. O que não cremos é que Ele tenha a obrigação de curar TODAS as enfermidades sob as ordens dos homens! Ao contrário, cremos que a SOBERANIA dEle está acima de qualquer coisa! Ele é Senhor, e nós, Seus servos, meros cacos de barro!

Zilton Alencar
Genizah Virtual / Blog EsquiZilton