Uma reflexão sobre Religião.

quinta-feira, 24 de julho de 2014


Tanta gente indo pra igreja evangélica atrás de milagres, unção, multiplicação, dinheiro, autoridade espiritual, medo do inferno e seus "demônios" da "macumba". Qualquer coisa fora da igreja é do diabo. Tem medo dos pecados e da culpa?! Por isso você tem que estar sempre lá?! Julga o católico por adorar imagens e o Papa mas adora organizar caravana e ônibus para ver o "profeta" da sua igreja pregar. Só por que ele é famoso, ele tem programa na televisão, fala bonito, luta contra os gays por achar que é do capeta, sem nenhum argumento válido. (Sou contra homossexualidade, mas por argumentos sociais, respeito sempre qualquer comportamento) e ai? Não é idolatria?! 



Tanta gente indo pra missa (igreja católica) no domingo pra cumprir o ritual da família que dura gerações e gerações. Sem nem saber, de fato, o por quê?! Abre a bíblia no salmo ou versículo que convém na mesa e deixa pegar poeira, só para ter uma suposta proteção divina ou estar em "paz" com suas obrigações e seu psicológico. Em festa de santo vai até na "macumba", é tudo a mesma coisa, né?! E durante a semana continua na vida natural de "ateu", sem se importar com o que Deus pensa de suas atitudes e seu caráter. Tudo só por diversão e lazer. Afinal, você é jovem!

Tanta gente indo pra terreiros de umbanda e candomblé para ter proteção dos "santos", para atrair dinheiro com os rituais que trazem "segurança" para adorar ou cultivar seres que NÃO SÃO demônios (cabe estudar e pesquisar fora da caixinha) mas que nem de longe merecem tantos esforços assim, por que se ele avisa que vai acontecer caso você não faça, é por que ele já sabe que vai acontecer e apenas cobra sua obediência com seus rituais. Por que não te proteger de graça? Sem nem sequer avisar? E caso você não obedeça ou faça o que se pede? E caso queira sair e não ser mais dessa religião, tem o livre arbítrio? Pode sair, sem problemas? Ninguém te cobra ou te recrimina? Escravidão! Só que de uma forma mais singela...

Tanta gente fazendo oferenda sem sentido, soltando fogos para "guerreiro" sem nem saber o que o cara foi um dia... 

Tanta gente levando dinheiro pra igreja esperando prosperidade, acreditando que caso atrase o dízimo o "devorador" vai entrar nas finanças e vai te deixar mal. Que Deus é esse que só te protege se você levar o dinheiro pra igreja? E quem é o pastor (simples mortal) para profetizar algo? Adoração disfarçada, só que de maneira mais discreta e com amparo bíblico. Rs. Ter fé e não fazer absolutamente nada para mudar sua vida. Creia, apenas creia?!

NÃO EXISTE proteção com favor, não existe deus de mato ou deus de água. DEUS é um só. 

Por fim, não se apegue em nada que te faça fazer algo por proteção ou por qualquer outra coisa. A única coisa que você precisa é DEUS! Deus não tem ajudante, Deus não precisa do seu dinheiro, Deus não manda absolutamente NINGUÉM te proteger de forma paralela a Ele. Ele manda em tudo e toma conta de tudo. Por amor a você! E por isso mandou Jesus. Para ensinar coisas boas, a amar ao próximo, a fazer da terra um lugar de paz. Jesus não trouxe NENHUMA religião. Jesus trouxe apenas a forma ideal de se agir e estar com Deus. Caso não acredite, ok! Deus vai continuar te amando de todo o jeito, você ainda não precisa de esforços paralelos para conseguir nada. Tudo acontece por que tem que acontecer, caso use algum atalho para mudar isso, será por sua conta e risco. Você não precisa pagar penitência, não precisa sofrer pelos outros, não merece sofrer por algo que supostamente fez em outra "vida". Jesus já fez tudo isso por você. Caso seja ateu, ok. Se apegue no que acha que é a verdade, mas não esqueça que nada surgiu e acontece por força do acaso. 

Fique com Deus! E que Ele abençoe a todos nós.

Thiago Grachet
Creio No Amanhã

Dons do Espírito Santo: Línguas e Intepretação de Línguas.

segunda-feira, 21 de julho de 2014

Há algum tempo publiquei a relação e um resumo dos dons do Espírito Santo que constam na Bíblia. Para quem quiser ver, o link é esse: Dons do Espírito Santo.

Resolvi deixar o dom de Línguas e Interpretação de Línguas em separado pois é o mais polêmico e o que mais sofre a ação de heresias e entendimentos errados.

Linguas Angelicais?

Defendem que este é um padrão que deve ser considerado importante na formação do cristão, pois leem 1Co 14.4 - "O que fala em língua desconhecida edifica-se a si mesmo, mas o que profetiza edifica a igreja" - acreditando que esta colocação de Paulo é uma exortação a que os cristão falem em línguas, nem que isto seja para sua edificação. Isto é um mito. Apesar do texto dizer que o que fala em línguas edifica si próprio, o objetivo de Paulo é mostrar que os Coríntios deveriam cuidar da edificação coletiva. Se formos considerar o objetivo da carta aos Coríntios neste ponto em questão, devemos levar em conta que Paulo não está exortando ou incentivando a que falassem em línguas para que cada um saia edificado. Ele está corrigindo o egoísmo dos cristãos de Corinto, os exortando a profetizar.

O dom de línguas no contexto em que ele aparece está intimamente vinculado ao dever de proclamação. O profetizar em 1Co 14.3 é nada mais do que dizer, ou revelar o que as línguas desconhecidas queriam dizer sobre as verdades espirituais. O falar mistérios (1Co 14.2) é falar o que não é conhecido. Não são as línguas um mistério, mas o que Deus quer dizer por meio delas. O pentecostalismo ao dar enfase ao termo "mistério" subverteu o texto de 1Co 14.2, que diz que "em espírito (o crente) fala mistérios". Para o pentecostal, agora o crente fala “em” mistério. Este mistério para eles são as línguas. Elas também são mistérios porque acreditam que são línguas angelicais, desconsiderando totalmente que toda vezes que as línguas foram faladas, elas estavam em um contexto de diversidade de cultura, logo de idiomas. para os pentecostais estas línguas servem para a edificação individual e como continuistas, dizem que isto é uma evidência daqueles que foram batizados no Espírito Santo.

Neste estudo, vamos compreender que as línguas estranhas faladas eram para proclamação e edificação coletiva, eram línguas estrangeiras e humanas, jamais foram angelicais. Veremos também que estas línguas eram uma evidência para incrédulos, inseridos num propósito de evangelização e que estas línguas cumpriam um propósito para um período, portanto, cumprindo seu propósito, já cessaram . O que a Bíblia tem a dizer sobre o tema?

Há pelo menos 6 textos que mencionam línguas como um dom:
Mc 16.17; At 2.1-12; At 10.46; At 19.6; 1Co 12.10, 28, 30; 1Co 14.1-39

Um dos argumentos muito usado para justificar a existência de uma língua angelical é a maneira como as versões apresentam as qualidades das línguas (novas, outras, variadas ou estranhas). O argumento é construído da seguinte forma: “Ora, se a língua é estranha, então é porque os homens não a conhecem, logo deve vir do céu.” Outra coisa muito comum para este argumento é que o falar mistérios significam coisas fora de compreensão.

Entendendo a estranheza da língua

Quando as versões Bíblicas trazem as palavras “novas, outras, variadas ou estranhas” é muito comum as pessoas associarem estas palavras a língua de anjos. Mas precisamos deixar claro que não há evidência na Bíblia de que alguém falou em língua de anjos. O fato de aparecer num texto a palavra “estranha” com relação a uma língua, não significa que esta estranheza venha de algo celestial ou angelical, até porque como já foi dito, não há nenhum texto que afirme que alguém falou em língua de anjos. Então, que línguas são essas?

Dos 6 textos acima onde línguas aparecem como dom, 2 deles só mencionam que o dom é uma distribuição divina (Mc 16.17; 1 Co 12.10, 28, 30). Estes nada explicam e seu exercício ou função.
Restam 4, destes 4, 3 mostram o dom sendo exercido publicamente (At 2.1-12; 10.46; 19.6) e 1 texto explica a finalidade do dom.

Vamos examinar os 3 textos e verificar o seguinte: não houve manifestação alguma de línguas angelicais neles.

1. At 2.1-12
Quando desceu o Espírito Santo sobre os que estavam reunidos, o que lemos é que eles começaram a falar em outras línguas (v.4)
Mas quais línguas?
Segundo os próprios ouvintes, cada um na sua própria língua (idioma) de origem (vs. 8-11). Os medos, partos, cirineus e assim por diante estavam atônitos por um simples fato:
“Não são galileus todos os que estão falando?” (v.7)
Ou seja, os galileus falam no máximo aramaico (ainda que houvesse uma certa influência do grego no meio deles), e na ocasião, por distribuição do Espírito Santo, os galileus falavam em línguas que eles mesmos não conheciam. Eles falavam na língua dos outros povos.

2. At 10.46
Este é um texto que mau interpretado tem servido para os que acreditam que a distribuição de língua angelical é Bíblica. Isto porque alguns anulam detalhes simples de se observar na ocasião em que este grupo falou em línguas.
Pegue todo o capítulo 10 e veja que alguns personagens são centrais, estes são “Pedro e Cornélio”. Nesta ocasião temos que levantar algumas coisas importantes.

Cornélio
1. Natural de onde? – Roma
2.Ocupação – ­soldado de patente alta (pretoriano) do exército romano
3. Sua língua de origem – Latim
4. Outras línguas que poderia falar – grego e aramaico (sua função exigia um grau de intelectualidade e habilidade com outras línguas, uma vez que ele vivia na cidade de Cesareia, em Israel e que Roma enviava seus soldados a muitas terras estrangeiras).

Pedro
1.Natural de onde? – Galileia (era judeu)
2. Ocupação – pescador
3. Sua língua de origem – Aramaico
4.Outras línguas que poderia falar – nenhuma além da sua de origem, sua ocupação como pescador não o exigia ter algum contato com alguém de fala estrangeira.

Se levarmos em conta que todos falaram em línguas ali na casa de Cornélio que era um romano, e que Pedro era galileu, vem a tona a pergunta: “Que língua falou Pedro”?
Na ocasião Pedro vai a casa de Cornélio para compartilhar das maravilhas de Cristo e proclamar o evangelho, pois Cornélio e os outros presentes precisavam receber a mensagem de fé. Pedro obviamente falou em aramaico, pois Cornélio e os da sua casa falavam também esta língua. Logo depois da pregação de Pedro os presentes ficaram cheios do Espírito Santo e começaram a falar em línguas.
Em At 11.1-3, Pedro é questionado pelos apóstolos e os outros judeus sobre sua pregação na casa de Cornélio. A pergunta foi:
“Como estes ficaram sabendo disso?”
A pergunta é bem clara e objetiva, quem perguntou isto a Pedro sabia o que os da casa de Cornélio falavam. O que eles ficaram sabendo naquele momento? Possivelmente muitas coisas a respeito de Cristo e começaram a proclamar numa língua que não era a deles. Se judeus sem conhecimento da língua romana, frios e incrédulos, ouviram algo na casa de Cornélio, eles ouviram a proclamação do evangelho em sua língua para que também pudessem crer. Segue-se o mesmo padrão de At 2.1-12.
No mínimo algum judeu estava na casa de Cornélio. Afinal, Cesareia, apesar de ser uma província romana em Israel, tinha habitantes judeus que frequentavam a casa do piedoso romano. Algum judeu ouviu tudo o que foi dito. Se este judeus creram na mensagem ou não a Bíblia não trás nenhum relato.

3. At 19.6
Este é outro texto mau compreendido e que deixa no ar uma ideia de que a linguagem de anjos é concedida aos homens. Entre At 18.24 e 19.6 aparece o personagem Apolo pregando a judeus em Éfeso.
Apolo tem quase as mesmas características que identificamos em Cornélio, era um estrangeiro que convivia com judeus, sua língua deveria ser o grego, pois em Éfeso, região da Ásia Menor esta língua predominava. Sua ocupação é desconhecida. Havia uma mistura clara de fala judaica e grega na região de Éfeso. Note que a pregação era destinada aos judeus e que o Espírito Santo concedeu que a mensagem fosse provavelmente levada a eles na linguagem judaica, para que os judeus entendessem a pregação e não só a manifestação.

Pare e pense - A finalidade das línguas
Avalie At 10.46 e 19.6 e perceba que há sempre judeus no meio, até mesmo os que eram prosélitos (At 2.1-12). Nos capítulos 2; 10 e 19 de Atos dos Apóstolos sempre houveram judeus questionando os eventos mencionados. Em At 11 vemos a indignação dos judeus ao saberem que Pedro foi a casa de um romano e que os romanos que estavam ali receberam o Espírito Santo. Esta observação nos conduz para uma reflexão sobre o propósito fundamental do dom línguas naquele período, e que é mencionado em 1 Coríntios 14.

A manifestação é um sinal para os incrédulos (v.22). As manifestações distribuídas e avaliadas até aqui sempre estavam ligadas ao fato de proclamar a Jesus Cristo aos judeus, que se achavam donos das bênçãos divinas. Também aos que não eram judeus, que eram chamados de escória, que também estavam na incredulidade. Todas as manifestações estavam ligadas a anunciar a verdade de Jesus Cristo, por isso que a linguagem humana é intimamente ligada ao dom de línguas e não de anjos. O que mais impressiona e comprova esta questão tão polêmica e mau resolvida é que Paulo em 1 Co 14.21 repete o que Isaías já havia dito:
“Assim por lábios gaguejantes, e por outra língua, falará a este povo.” (Is 28:11)

A conexão dos textos afirmam que a linguagem estrangeira e não a angelical seria o canal de comunicação para um período onde um número muito grande de variedades de idioma estava presente na missão da igreja. Então, tudo o que vimos até aqui é que o dom de línguas era útil para os incrédulos num contexto em que a mensagem poderia ser universalizada, pois seus primeiros anunciadores na ocasião não falavam mais do que dois idiomas. Fazia-se necessário que algo extraordinário acontecesse para que etíopes, medos, gregos ou romanos pudessem compreender a anunciação das boas novas.

Conclusão:

O Dom de Variedade de Línguas e Interpretação de Línguas, é um dom no qual a pessoa fala em outro idioma ou dialeto desconhecido, e serve para edificação de si mesmo ou da igreja, neste caso quando há alguém com o dom da interpretação.

O que vemos na maioria dos movimentos pentecostais atualmente, é apenas glossolalia, um fenômeno da psiquiatria que merece ser estudado e evitado pelos verdadeiros cristãos. Glossolalia gera gritarias, choros, pulos, e é conhecido como o "fogo".

O verdadeiro cristão, que tem esse dom, o menor deles, fala consigo mesmo, não grita na igreja, nem fala "linguas enroladas" no microfone para todos ouvirem.

Pra finalizar: O apóstolo Paulo JAMAIS disse que falava ou que existia a língua dos anjos, ele apenas disse AINDA QUE falasse (e não que falava). Anjos sempre se comunicam na língua daquele que vai receber a sua mensagem.

O Presbiteriano
Introdução e Conclusão: Diego Rodrigo Souza
Creio No Amanhã

Templo reunirá Igreja, Mesquita e Sinagoga num só lugar.

quinta-feira, 17 de julho de 2014

Berlim vai ganhar um templo multirreligioso: a House of One (Casa de Um Só) – o primeiro edifício sacro do mundo a reunir, sob o mesmo teto, uma sinagoga, uma mesquita e uma igreja. Com início das obras programado para os primeiros meses de 2016, a construção será um teste de tolerância.

Na apresentação do projeto à imprensa, nesta terça-feira (3), o rabino Tovia Ben Chorin ficou lado a lado com o pastor luterano Gregor Hohberg e o imame Kadir Sanci no futuro canteiro de obras. Num gesto simbólico, os três empilharam nas mãos três tijolos claros, o material com que será erguido o futuro templo.

"Cidade das feridas, cidade dos milagres" é como o rabino Ben Chorin define a capital alemã, local onde foi planejado o Holocausto, um dos maiores crimes contra a humanidade do século 20. Os pais do religioso fugiram em 1935 da Alemanha para a então Palestina, e ele veio de Jerusalém para Berlim há seis anos.

Uma união assim seria, sem dúvida, rara no Oriente Médio ou em países como a Nigéria, onde conflitos religiosos custam tantas vidas humanas – mas tampouco é corriqueira na Alemanha, onde ainda se esbarra na rejeição aos que seguem outras religiões.

Membros de outras religiões também serão convidados para os diferentes cultos na House of One. Essa demonstração de abertura visa atrair, sobretudo, os jovens, que raramente são vistos nas igrejas cristãs. Por sua vez, a comunidade judaica de Berlim, praticamente exterminada no Holocausto, cresce lentamente.
Apenas os seguidores do Islã veem aumentar a presença dos jovens fiéis na vida religiosa. Visando esse público, fora alguns versos em árabe, as preces de sexta-feira serão basicamente realizadas em alemão. Tal opção não é comum nas mesquitas, onde geralmente se celebra em turco, árabe ou bósnio. No meio tempo, fundamentalistas islâmicos mais linha dura vêm criticando na internet a participação muçulmana no projeto.

O projeto de arquitetura sacra na capital é iniciativa da Comunidade Judaica de Berlim, do Seminário Abraham Geiger, do islâmico Fórum de Diálogo Intercultural e da Congregação Luterana das Igrejas de São Pedro e Santa Maria. Orçado em 43 milhões de euros, a intenção é que seja inteiramente financiado por crowdfunding (patrocínio público). No site da House of One, em sete idiomas, qualquer pessoa poderá contribuir, comprando um tijolo.

Seu futuro endereço é a Praça Petriplatz, no centro histórico da cidade: um terreno baldio na antiga Alemanha Oriental, usado como estacionamento até algum tempo atrás. Porém, há 700 anos, cristãos têm celebrado aqui os seus cultos – primeiro numa igreja gótica, depois numa neobarroca e, então, numa em estilo neogótico.

Essa última igreja foi seriamente danificada durante a Segunda Guerra Mundial e demolida durante os anos do regime comunista da República Democrática Alemã (RDA). O novo templo ecumênico será erguido exatamente sobre os fundamentos dessa última casa de oração.
"Nós não queríamos simplesmente construir uma igreja", explica o pastor Hohberg. "A cidade se transformou. Gente de todas as confissões vive aqui e quer um lugar onde possa se congregar." Por isso, as três religiões monoteístas vão projetar, construir e habitar juntas a nova casa.
"Mas não estamos à procura de uma nova religião e não queremos confundir nossas identidades", acrescenta o imame Sanci. Por sua vez, o rabino liberal Ben Chorin almeja um lugar para aprender sobre religião sem missionarismo, para discuti-la criticamente. Ele lembra que "a fala é mais lenta do que as armas".

Espaços multirreligiosos – ou ecumênicos – existem em outros lugares, como em aeroportos ou na Organização das Nações Unidas (ONU). Em Berna, capital da Suíça, está sendo construído um centro com esse caráter. Mas a iniciativa berlinense é diferente: trata-se de um edifício sacro interreligioso.
O escritório de arquitetura Kuehn Malvezzi, de Berlim, foi quem venceu a concorrência internacional. Seu projeto pretende se destacar majestosamente na paisagem urbana, com uma torre de 32 metros de altura pairando sobre um cubo e uma cúpula central.

Cada uma das três religiões vai dispor de dependências próprias para seu culto, com dois andares – como de praxe nas mesquitas e sinagogas – ou apenas um – no caso da igreja. "Nós voltamos bem atrás na história e constatamos que as formas originais dos locais de culto para cristãos, judeus e muçulmanos não diferem tanto assim entre si", revela o arquiteto Winfried Kühn.
Ainda assim, o projeto foi várias vezes adaptado às necessidades das diferentes religiões. Sinagogas e mesquitas precisam estar direcionadas para o leste, e a sinagoga precisa de espaço na parte superior para as cabanas do Sucot, a Festa dos Tabernáculos.
Graças às frestas de inspiração oriental na alvenaria, o edifício todo será banhado de luz. O espaço mais amplo será a nave abobadada central, um local de encontro e diálogo para fiéis e ateus.
Uma questão, porém, permanece em aberto e sujeita a diálogo: "Quem é o 'One', o Deus único?". A resposta do rabino Ben Chorin é bem direta e singela: "É alguém que criou a diversidade. Senão seria muito chato."

UOL Notícias/Genizah

A Maravilhosa Desgraça

segunda-feira, 7 de julho de 2014

Se está doente vai ser curado, se está desempregado vai arrumar emprego, se o casamento vai mal será restaurado, se mora de aluguel vai ganhar casa própria...

Este é um dos grandes problemas do cristianismo brasileiro (pra não dizer universal - não, o trocadilho não foi intencional). O povo só sabe pregar a Cristo através da desgraça. É o famoso evangelho Hollywoodiano: "Venha pra Cristo e tudo vai ficar bem! Vocês serão felizes para sempre!" Ou se preferir, o evangelho Tabajara: "Seus problemas acabaram!".

E quando aparece uma família bem estruturada, um exemplo de boa moral, com a saúde nota 10, mas que não tem a fé em Cristo, o crente não sabe o que fazer... "Meu Deus, e agora? Como vou falar de Cristo se não tem desgraça?".

Nossos púlpitos precisam começar a ensinar Cristo através da graça, e não da desgraça, para que as pessoas se acheguem a Deus pelo que ele É e não pelo que ele pode dar. Quando procuramos a igreja por causa do milagre, da bênção ou pra tocar nas vestes de Jesus, sabe o que acontece? Cristo sobe no barco e se afasta da multidão...

A Bíblia nos ensina que Cristo morreu por todos e abençoa a todos, independente do que fazemos ou deixamos de fazer. Você é bom moço? O amor de Cristo por você permanece intacto. Você é um assassino ateu? Idem. A salvação não vem por obras ou bom comportamento, mas pela fé, e só! O Evangelho não é pó mágico e Jesus não é gênio da lâmpada. Os problemas não acabam quando conhecemos a Cristo, o que acontece é que tendo certeza de quem Ele é, posso descansar diante das tempestades. Meu futuro é certo e não é deste mundo!

Quando entendemos a graça reconciliadora, vamos aos poucos aprendendo a encarar os problemas a partir da ótica de Cristo, por isso ficam mais leves e por vezes até somem. Dando lugar ao Espírito e não a carne, a possibilidade da desgraça cai, e muito! É isso que é acontece. Não é mágica, é o viver em Cristo. Voltamos ao ser original, a imagem e semelhança de Deus. Deixamos de ser conhecedores do bem e do mal e confiamos essa tarefa ao único que deveria ter ficado com ela. E Deus, através de Jesus, nos diz como ser uma boa mãe, boa esposa, boa profissional, boa vizinha, boa amiga...

Os milagres podem vir? Claro! Ele veio para libertar os cativos, dar vista aos cegos, curar os enfermos? Sim! Mas esta não deve ser essência de nossa pregação. Fomos chamados a pregar a MARAVILHOSA GRAÇA. Se o milagre vier, bem, se não vier, devemos glorificar a Deus da mesma maneira!

"Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus!"

Dani Marques
Genizah