Sete considerações sobre o Natal

terça-feira, 23 de dezembro de 2014

O colunista, teólogo e palestrante Silvio Costa faz 7 considerações sobre o Natal que comemoramos.

Escrevi um texto sobre o Natal aqui: Natal e Cristo: Nada a Ver

Apresento uma breve reflexão minha sobre o natal; espero que também lhe seja proveitosa.

Cronologicamente, Jesus não nasceu em 25 de dezembro. Em relação ao dia do nascimento de Jesus há divergências e motivos para tal – como, por exemplo, reforma do calendário ocidental e critérios diferentes para a convenção da data, de modo que uns afirmam que Cristo nasceu em setembro, à maioria em dezembro e poucos em janeiro – não existe concordância do dia específico em que Jesus nasceu nem mesmo entre os cristãos. Os argumentos mais contundentes de que 25/12 não é o natal de Jesus Cristo são os registros históricos do Novo Testamento ligados ao fato e que quando aparelhados desacreditam a referida data.

Climaticamente, 25/12 contraria aos eventos listados em Lc: 2.1-4 – locomoção de massas e trabalho ao ar livre. De acordo com as estações e clima da palestina, dezembro é inverno por lá, com chuvas e bastante frio – reiterando que por conta do clima, não seria possível alistamento em massa e nem pastores com rebanhos nos campos à noite conforme narrado em Lucas 2.1,6,8. Ademais, a citação de João 10.22 de que Cristo participou da festa da dedicação, que acontecia também em 25 de dezembro e que era inverno – acaba com a possibilidade de a celebrada data ser o dia do nascimento de Jesus – que nasceu numa estação mais quente e seca.

Biblicamente, os magos não estiveram com Jesus na manjedoura.
Mateus 2:11 acaba com a falsa idéia transmitida pelos presépios natalinos em que aparecem os magos no cenário imediato do nascimento de Jesus. Esses sábios encontraram Jesus num período de tempo possível à quase dois anos depois de seu nascimento (Mt 2:16) em uma casa (Mt 2:11) e não numa estrebaria na comarca de Belém – conforme representam os presépios de natal. Ao que tudo indica a tradição confundiu-se com os pastores de Belém – que viram Jesus na manjedoura (Lc 2:16) com os magos que só encontraram Jesus numa casa, tempos depois de seu nascimento.

Textualmente, não sabemos se os magos eram reis e nem se eram 03.
Não há informações bíblicas e históricas suficientes para afirmarmos que os magos eram reis, embora o episódio pareça se encaixar parcialmente no vaticínio do Salmo 72:10, não se confirma como evento conclusivo se eram reis os magos. Não se pode nem afirmar que eram 03 magos, baseado no número de presentes ofertados; não se pode aceitar que se chamavam Melchior, Gaspar e Baltazar, pois não há documentos confiáveis ou bibliografia que sustente tal nomeação. Embora tenham ofertado ao menino Jesus presentes de nobre realeza, a idéia de “reis magos” é inexistente no texto sacro. Feitas as considerações diante da crença popular nos “reis magos” descobrimos mais uma inverdade atrelada ao natal de nosso Senhor.

Teologicamente, papai Noel é um embuste ao verdadeiro natal cristão. O pano de fundo do natal de Jesus é Cristocêntrico e soteriológico, i.e está centrado em Cristo e ligado ao plano de salvação de Deus aos homens. Em síntese, todos os outros sentidos atrelados a data são acessórias e não cabem mais personagens – a figura real e central é Cristo. Sendo assim, Papai Noel é uma farsa possivelmente inspirada na boa intenção de Nicolau arcebispo de Mira na Turquia no Século IV e reaproveitada por corporações americanas no século XX para fins comerciais. A existência de papai Noel é produto de um marketing anticristão que apela ao consumismo e tenta extrair a figura de Jesus de seu próprio natal.

Historicamente, que sentido tem árvore de natal com o natal de Jesus? Nenhum. Mas, já com o paganismo tem muito a ver. Por exemplo, nas vésperas do solstício de inverno, os povos pagãos da região dos países bálticos cortavam pinheiros, levavam para seus lares e os enfeitavam de forma muito semelhante ao que faz nas atuais árvores de Natal. No início do século XVIII, o monge beneditino Bonifácio tentou acabar com essa crença pagã. Com um machado cortou um pinheiro que os locais adoravam no alto de um monte. Como teve insucesso na erradicação da crença, decidiu associar o formato triangular do pinheiro à Santíssima Trindade e suas folhas resistentes e perenes à eternidade de Jesus. Nascia aí a Árvore de Natal, e pelo que vimos – o tiro saiu pela culatra.


Praticamente, o natal perdeu o seu sentido até entre quem se diz cristão. Poucos refletem sobre o presente do céu que receberam; se quer meditam nas mensagens do natal. A verdadeira celebração do natal que é comemorar Jesus entre nós para nos reconciliar com Deus inexiste para a maioria – triste constatação. Contentamo-nos com apresentações, encenações e cantatas natalinas; regalamo-nos com banquetes fartos e troca de presentes e só. É bem provável que o natal de muita gente será maravilhoso do ponto de vista comercial e social com árvores de natal lindas, Papais Noéis amigáveis e presentes desejáveis; uma pena que a razão de toda essa festança sequer será lembrada.

Que o Senhor nos abençoe com as verdadeiras essências do natal em nossas comemorações!

Silvio Costa
GNotícias

Pastora visita terreiro de candomblé

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014


Uma pastora evangélica participou de um encontro ecumênico em um terreiro de candomblé e causou polêmica na Bahia. O encontro foi marcado para manifestar solidariedade aos adeptos das religiões afro-brasileiras após atos de intolerância terem sido registrados no estado.

Sônia Mota, pastora e representante da Coordenadoria Ecumênica de Serviço (CESE) e do Conselho Ecumênico Baiano de Igrejas Cristãs (CEBIC), esteve acompanhada do secretário estadual de Promoção da Igualdade Racial (SEPROMI), Raimundo Nascimento, na visita ao terreiro Ilê Axé Obá Babá Xeré, em Cajazeira XI, que é liderado pela ialorixá mãe Branca.

De acordo com Branca, “as crianças não podem dizer que são do candomblé por que são discriminadas”, e recentemente, um monumento sagrado da religião, a Pedra de Xangô, foi vandalizada.

A pastora, que usava uma camiseta branca com os dizeres “Eu respeito as diversidades”, criticou o ato de vandalismo e afirmou que seu gesto de ir ao terreiro tinha como objetivo deixar um recado à favor da tolerância.

“Nós, enquanto organização de entidades religiosas, não compactuamos com atos de desrespeito à diversidade religiosa. A CESE luta há 40 anos pelo reconhecimento dos terreiros. Essa depredação da Pedra de Xangô causou muita indignação entre nós. Nossa presença hoje é justamente para provar isso”, disse Sônia Mota.

A mãe Branca agradeceu o gesto e frisou que foi surpreendida pela visita da pastora: “Saio daqui muito emocionada. É um acontecimento histórico para os povos de terreiro. Nunca imaginei que um dia receberia pastores em minha casa. Tenha certeza de que essa luta não será em vão”, comentou.
O secretário Raimundo Nascimento disse que pretende solicitar maior atenção das autoridades responsáveis contra os atos de vandalismo: “Este encontro é resultado do trabalho deste grupo. Entre as medidas acertadas, destacam-se o tombamento e registro especial da Pedra, limpeza, rondas policiais, iluminação e criação de um parque de proteção ambiental”, disse.

No final do encontro, de mãos dadas, todos fizeram rezas em iorubá, e a mãe Branca orou o Pai Nosso junto com a pastora.

Tiago Chagas
GNotícias

Roqueiros inspirados pela Bíblia

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Jornal lista as músicas mais conhecidas com referências às Escrituras.

Apesar de muitas vezes associado ao satanismo, o rock é um estilo musical em que vários artistas compõem suas músicas com inspirações confessas na Bíblia Sagrada.

Esse fato, ignorado por muitos, foi destacado pelo jornal italiano Avvenire num artigo publicado no dia 14 de novembro, onde são apresentados exemplos de músicas e artistas que fizeram “um contínuo mergulho na Bíblia, através de inspiração, histórias e significados que a música nunca se cansou de utilizar”.

O jornal diz ainda que “a Bíblia é uma grande motivadora que atravessa e forma algumas das vozes mais significativas do rock”, citando o exemplo de Bono Vox, líder do U2, Bruce Springsteen e Bob Dylan, entre outros.

No caso de Bono, que se identifica como um cristão praticante, muitas de suas composições são permeadas de versículos e/ou referências bíblicas. Essas referências são notadas em linguagem e vocabulário usados pelo cantor, que aborda temas vistos desde o Gênesis ao Apocalipse.

Dentre as citações mais recorrentes estão os Evangelhos e as cartas de Paulo, além dos profetas Isaías e Habacuque, e as poesias dos Salmos.

Bruce Springsteen explicitou sua influência bíblica na letra de “Adam Raised a Cain”, em que a história do primeiro assassino registrado é revisitada a partir do conflito com Adão, seu pai:

“Na Bíblia, Caim mata Abel / e é expulso do Paraíso / nasce nesta vida pagando pelos pecados de algum outro / Pai, trabalhou toda a vida para quê? Somente por dor / agora caminha nestas salas vazias / buscando alguém para amaldiçoar / e você herda os pecados / e você herda as chamas”.

Em outra canção, “Black Cowboys”, o cantor apelidado de “Boss” faz referências ao profeta Ezequiel: “Vem o outono, e a chuva alagou as casas / na vila de Ezequiel, dos ossos secos cai forte e escura sobre a terra / cai sem um som”.

O cantor Bob Dylan é um dos roqueiros que, sem cerimônia, usa a Bíblia como inspiração. “Seria pouco dizer que Dylan lê a Bíblia, cita a Bíblia, deixa-se inspirar pela Bíblia. Dylan é literalmente atravessado pela Bíblia, mergulha na Bíblia e com a Bíblia volta à superfície. É improvável alguma imagem de suas canções que não seja reconduzida a uma referência bíblica”, escreveu Alessandro Carrera em seu artigo.

A referência mais conhecida que o cantor fez está na música “Blowing In The Wind”, onde cita a imagem da pomba (Gênesis 8:2). Outra música é “Highway 61 Reviseted”, quando o sacrifício de Isaque (Gênesis 22:3) serve de cenário para a composição do cantor.

Tiago Chagas
GNotícias

Redes Sociais Cheias, Igrejas Vazias.

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Uma pesquisa constatou que o aumento do acesso à internet está influenciando diretamente no aumento do número de pessoas que deixam de ir às igrejas.

O estudo, conduzido pelo pesquisador Allen Downey, da Universidade de Engenharia da Computação Olin College, em Massachusetts (EUA), mostra que a popularização das redes sociais é um dos fatores principais.

“O aumento do uso da rede mundial nas últimas duas décadas causou grande impacto na filiação religiosa. É fácil imaginar que uma pessoa que foi educada em uma determinada religião possa se afastar dela, mas a proporção atual foge das tendências ao longo da história”, disse Downey, que cruzou dados para provar a correlação entre a ausência de fiéis nas igrejas e o aumento de usuários de redes sociais.

Para a jornalista e doutora em Comunicação Social Magali do Nascimento Cunha, fiel da Igreja Metodista e professora do Programa de Pós-Graduação em Comunicação Social da Universidade Metodista de São Paulo, esse movimento preocupa porque é propício ao surgimento de heresias.

“Já se pode falar em uma ‘religiosidade cibernética’, formato para expressão da fé surgida com o avanço da internet e das novas tecnologias [...] Basta ter uma conta sem custo nas mais populares redes sociais digitais, como Facebook ou Twitter, e o espaço está garantido para a livre manifestação”, afirmou à revista Cristianismo Hoje.

Nessa igreja virtual, tradições e doutrinas sofrem o efeito da relativização, segundo a doutora: “Questionamentos são feitos a todo tempo, doutrinas e posturas teológicas contrárias às perspectivas denominacionais são pregadas”, resume.

No entanto, a difusão de heresias não parte apenas do rebanho. Muitos pastores, cientes do potencial das redes sociais, utilizam a ferramenta como extensão ilimitada do púlpito. “Não há nenhum outro grupo no Brasil com mais poder de mobilização na rede social do que os evangélicos [...] Há um enorme poder multiplicador, e as notícias, entre nós, se propagam rapidamente”, analisa o blogueiro Danilo Fernandes, editor do site Genizah, especializado em apologética e humor.

A explicação para isso, segundo Fernandes, é porque o evangélico dá muita credibilidade ao que outros evangélicos dizem. Se por um lado isto torna o grupo coeso, também expõe vulnerabilidade, por permitir que mensagens incoerentes com a Bíblia conquistem audiência. “Isso está em todo lugar. Até gente com perfis fake atraem seguidores”, observa.

O reverendo presbiteriano Augustus Nicodemus Lopes diz que esse cenário estabelece uma linha tênue entre o uso sadio das redes sociais e o uso pecaminoso: “As mesmas pessoas que postam declarações de fé e amor a Jesus também transmitem conteúdo com palavras chulas e palavrões do pior tipo – até mesmo, fotos eróticas [...] A pureza e a santidade requeridas na Bíblia para os cristãos abrangem não somente seus atos como também seus pensamentos e suas palavras”, critica o reverendo, que acredita que essa vulgarização reflete a superficialidade do cristianismo no Brasil.

Tiago Chagas
GNotícias

31/10: Hoje é Dia da Reforma Protestante

sexta-feira, 31 de outubro de 2014

31 de outubro de 1517 foi a data escolhida por Martinho Lutero para divulgar suas 95 teses contra o papa e a Igreja Católica. Era o início da Reforma Protestante, que gerou o movimento evangélico. Pregadas na porta da Catedral da cidade Wittenberg, Alemanha, os argumentos do ex-monge Lutero não pediam que a Igreja se dividisse, mas que passasse por uma reforma teológica, abandonando práticas que contrariavam as Escrituras Sagradas. Rejeitadas pelo Vaticano, foram o início do que seria mais tarde a Igreja Luterana.

Entre as propostas de Lutero estava a de traduzir a Bíblia para que todos pudessem conhecer a Palavra de Deus. Até então isso era privilégio do clero. Foi uma verdadeira revolução no cristianismo. Lutero baseava-se em “5 pilares” que são usados até hoje para definir a fé protestante: “Somente a Escritura, somente a Fé, somente a Graça, somente Cristo e Glória somente a Deus”.

Os ideais se espalharam pela Europa e encontraram eco em vários movimentos similares. Essa é a raiz das igrejas evangélicas que se espalham por todo o mundo até hoje. Embora pouco divulgada pelas igrejas no Brasil, o fato é que a Reforma ajudou a mudar a história.

Prestes a completar cinco séculos, a Reforma continua inspirando milhares de cristãos no mundo inteiro. Em 2012, foi lançada pelo evangélico Orley José da Silva a campanha “500 anos de Reforma, 100 milhões de evangélicos no Brasil”.

Segundo Orley, o número de evangélicos no Brasil hoje gira em torno de 50 milhões. Sua proposta é que cada crente do país se esforce para “evangelizar uma pessoa não cristã, levá-la a decidir-se por Cristo e a discipular” até 31 de outubro de 2017. Assim, no aniversário de 500 anos da Reforma teremos 100 milhões de evangélicos no Brasil. “É claro que somente isto não basta, precisamos urgentemente de um reavivamento bíblico, que reflita profundamente na espiritualidade, na moral e na ética, primeiro da igreja e depois da sociedade”, esclarece.

Gospel Prime

Jesus nos purifica de todo o pecado

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

                       

A ciência nos ajudando a entender a Verdade.
Outro exemplo aqui:

Heresias Neopentecostais: Amantes da Visão

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Era uma tarde comum quando meu primo me envia uma imagem pelo whatsapp que trazia a seguinte mensagem: "Se você quer mudar o mundo, você precisa ter paixão pela visão da sua igreja".

Como alguém consegue elaborar uma frase tão absurda e ainda assim ganhar seguidores? Até Michael Jackson cantava algo bem mais cristão quando, na música Man In The Mirror, ele dizia: "Se você quer fazer do mundo um lugar melhor, olhe pra si mesmo e comece a mudança... comece pelo homem no espelho".

Esse mundão gospel-pagão conhecido como Neopentecostalismo, está criando pessoas com distúrbios espirituais e psíquicos que chamo de Amantes da Visão.

São pessoas apaixonadas por seus líderes, sua igreja, pela visão de sua igreja, por números e metas, alvos, células, poder, conquistas... etc, mas que desconhecem o verdadeiro Evangelho.

A tal heresia da visão eclesiástica teve início em César Castellanos, na Colômbia, mas, ao contrário do que pensava, seu País não foi conquistado pelo Evangelho através de um grande avivamento através das células, conforme tinha visto em sua "visão". Mas a sua igreja cresceu... Sua igreja e não a Igreja de Cristo.

Mesmo que a visão tenha falhado, essa heresia chegou ao Brasil, especialmente através de líderes hereges como Terra Nova, Milhomens e Rodovalho.

São propagadores de falácias como "superioridade eclesiástica", pois colocam na mente de seus seguidores que suas igrejas são superiores e que a tal visão é o avanço essencial do Evangelho.

Castellanos certa vez afirmou sobre sua visão: “... a igreja celular é o paradigma da congregação mais poderosa do mundo. Pode-se dizer que um pastor que não entra nesta dimensão está matando o progresso do evangelho em sua área.” (Castellanos, César. Sonha e Ganharás o Mundo. Palavra da Fé Produções, São Paulo, 1999).

Pra que Espírito Santo se o negócio agora é a Visão Esclesiástica (leia-se Células)?!

A tal visão nada mais é do que a igreja em células, conhecidas como G-12, M12, MDA...

Amar a visão de sua igreja é um conceito anti-bíblico, pois a Bíblia jamais, JAMAIS, fala de algo parecido com essas asneiras neopentecas.

Fatos a se considerar sobre ter Paixão pela Visão de sua Igreja:

1. A Bíblia não fala de igrejas como denominações. Denominações e templos cristãos são obras do período pós-Constantino, quando a Igreja Católica Romana introduziu o paganismo no cristianismo primitivo, e do surgimento dos movimentos protestantes e do evangelicalismo.

2. A Bíblia não fala de visão como sendo um método de organização (como o G12, M12 ou MDA) e nem como aspirações. Visões eram intervenções divina na vida dos profetas para que vissem e entendessem o futuro. Visão, como tratado atualmente, é algo presente em empresas, onde se tem uma Missão e uma Visão. Daí fica a pergunta: Somos empresas ou igrejas?

3. Não devemos ter paixões: A palavra paixão vem do latim e significa sofrimento. A Bíblia sempre fala de paixões num sentido pejorativo. Paixão está associada a concupiscência e luxúria.

4. Para mudar o mundo devemos mudar a nós mesmos através da santificação, obra exclusiva do Espírito Santo, e não da igreja.

5. Não devemos seguir cegamente o que nossos líderes pregam e tomar como verdadeiro tudo o que dizem. Lembram dos crentes de Beréia (Atos 17:11)? Eles examinavam se o que era falado, realmente estava na Palavra de Deus.

Para finalizar, enquanto você está apaixonado por sua igreja e pela visão de seus líderes que apenas propagam a visão dos líderes deles, pessoas estão lá fora carecendo do Evangelho puro e simples, esse que dificilmente é pregado em empresas que colocam na mente dos seus seguidores que o amor a visão da igreja pode mudar o mundo.

O que muda o mundo é o poder do Evangelho em nós, e não a paixão pela sua igreja...

Diego Rodrigo Souza
Creio No Amanhã

Dilma, os evangélicos, os políticos, Deus e o capeta.

domingo, 10 de agosto de 2014

Pode haver outros, mas creio que poucos jornalistas combatem com tanta firmeza o preconceito que há no Brasil, nas camadas ditas mais cultas — no geral, são apenas pessoas orgulhosas do pouco que sabem e do muito que não sabem — contra os evangélicos. Na verdade, existe um preconceito muito forte contra os cristãos. Os católicos também são alvos constantes de desconfiança. Mas não vou tratar disso agora. O que me incomoda profundamente em período eleitoral é a busca desesperada dos políticos pelos votos dos crentes. Muitos chegam a afirmar até uma convicção que não têm só para conquistar o eleitor.

Nesta sexta, por exemplo, a presidente Dilma esteve na Assembleia de Deus do Brás, em São Paulo – um braço da Congregação de Madureira. Foi convidada a discursar no Congresso Nacional de Mulheres da Assembleia de Deus Madureira, que reuniu fiéis de todo o país. Lembrou que o Brasil é um país laico, mas citou o Salmo 33, de Davi: “Feliz é a nação cujo Deus é o Senhor”. Então tá bom. Eu preciso lembrar aqui algumas coisas.

Quando ministra do governo Lula, Dilma concedeu mais de uma entrevista dizendo-se favorável à legalização do aborto. Está tudo documentado. Eu lido com fatos, não com impressões. Notem, leitores: um candidato tem o direito de pensar o que quiser. Não pode, ou não deve, é fingir o que não pensa. A então ministra chegou a comparar a eliminação de um feto com a extração de um dente. Houve uma forte reação dos cristãos — e percebam que, aqui, eu não estou me posicionando sobre o aborto, mas sobre a hipocrisia política. E se inventou uma Dilma que seria contrária ao aborto.

A então candidata foi a um programa de TV e se disse católica — chegando a chamar Nossa Senhora de “deusa”. O cristianismo é monoteísta, vale dizer: crê num único Deus. Nossa Senhora, como se sabe, é uma santa. Chegou a ir a Aparecida e foi filmada persignando-se — de maneira errada, diga-se. Eleita presidente, nomeou para o Ministério da Mulheres Eleonora Menicucci, uma defensora fanática do aborto, que já havia confessado tê-lo feito, em outras mulheres, com as próprias mãos. Fatos. Eu só lido com fatos.

Os cristãos, com mais ênfase os evangélicos, fazem um intenso trabalho de convencimento contra a descriminação das drogas, por exemplo. O governo desta Dilma que vai a um templo evangélico citar um Salmo de Davi pôs em prática uma política pública escancaradamente favorável à descriminação, ainda que o faça de maneira um tanto oblíqua. Em maio de 2013, vários entes federais promoveram um seminário em Brasília, patrocinado com dinheiro público, em favor da descriminação e da legalização das drogas. Não se convidou para o evento um único representante que se opusesse a essas teses. Fatos. O governo Dilma, por intermédio do Ministério da Saúde — especialmente na atual gestão, de Arthur Chioro, combate com unhas e dentes as chamadas comunidades terapêuticas, que atuam com dependentes químicos — algumas são ligadas a igrejas evangélicas. Fatos.

No dia 27 de janeiro de 2012, no Fórum Social de Porto Alegre, Gilberto Carvalho, secretário-geral da Presidência, afirmou que os petistas deveriam se preparar para travar com os evangélicos uma luta ideológica para disputar a chamada “classe C”. Entenderam? Para ele, seu partido e os cristãos dessas denominações têm interesses contraditórios.

Também não demonizo posições. Cada um pense o que quiser e dispute o coração do eleitor. O que estou cobrando é honestidade intelectual. Dilma tem o direito de defender a descriminação do aborto ou sua política simpática à descriminação das drogas. O que me desagrada, e isto vale para qualquer partido, é essa mania de alguns políticos de achar que Deus tem prazo de validade: geralmente, vai de julho a outubro dos anos pares, que são os eleitorais. Depois, quem costuma dar as cartas na política é mesmo o capeta do vale-tudo.

Reinaldo Azevedo
Veja 

Uma reflexão sobre Religião.

quinta-feira, 24 de julho de 2014


Tanta gente indo pra igreja evangélica atrás de milagres, unção, multiplicação, dinheiro, autoridade espiritual, medo do inferno e seus "demônios" da "macumba". Qualquer coisa fora da igreja é do diabo. Tem medo dos pecados e da culpa?! Por isso você tem que estar sempre lá?! Julga o católico por adorar imagens e o Papa mas adora organizar caravana e ônibus para ver o "profeta" da sua igreja pregar. Só por que ele é famoso, ele tem programa na televisão, fala bonito, luta contra os gays por achar que é do capeta, sem nenhum argumento válido. (Sou contra homossexualidade, mas por argumentos sociais, respeito sempre qualquer comportamento) e ai? Não é idolatria?! 



Tanta gente indo pra missa (igreja católica) no domingo pra cumprir o ritual da família que dura gerações e gerações. Sem nem saber, de fato, o por quê?! Abre a bíblia no salmo ou versículo que convém na mesa e deixa pegar poeira, só para ter uma suposta proteção divina ou estar em "paz" com suas obrigações e seu psicológico. Em festa de santo vai até na "macumba", é tudo a mesma coisa, né?! E durante a semana continua na vida natural de "ateu", sem se importar com o que Deus pensa de suas atitudes e seu caráter. Tudo só por diversão e lazer. Afinal, você é jovem!

Tanta gente indo pra terreiros de umbanda e candomblé para ter proteção dos "santos", para atrair dinheiro com os rituais que trazem "segurança" para adorar ou cultivar seres que NÃO SÃO demônios (cabe estudar e pesquisar fora da caixinha) mas que nem de longe merecem tantos esforços assim, por que se ele avisa que vai acontecer caso você não faça, é por que ele já sabe que vai acontecer e apenas cobra sua obediência com seus rituais. Por que não te proteger de graça? Sem nem sequer avisar? E caso você não obedeça ou faça o que se pede? E caso queira sair e não ser mais dessa religião, tem o livre arbítrio? Pode sair, sem problemas? Ninguém te cobra ou te recrimina? Escravidão! Só que de uma forma mais singela...

Tanta gente fazendo oferenda sem sentido, soltando fogos para "guerreiro" sem nem saber o que o cara foi um dia... 

Tanta gente levando dinheiro pra igreja esperando prosperidade, acreditando que caso atrase o dízimo o "devorador" vai entrar nas finanças e vai te deixar mal. Que Deus é esse que só te protege se você levar o dinheiro pra igreja? E quem é o pastor (simples mortal) para profetizar algo? Adoração disfarçada, só que de maneira mais discreta e com amparo bíblico. Rs. Ter fé e não fazer absolutamente nada para mudar sua vida. Creia, apenas creia?!

NÃO EXISTE proteção com favor, não existe deus de mato ou deus de água. DEUS é um só. 

Por fim, não se apegue em nada que te faça fazer algo por proteção ou por qualquer outra coisa. A única coisa que você precisa é DEUS! Deus não tem ajudante, Deus não precisa do seu dinheiro, Deus não manda absolutamente NINGUÉM te proteger de forma paralela a Ele. Ele manda em tudo e toma conta de tudo. Por amor a você! E por isso mandou Jesus. Para ensinar coisas boas, a amar ao próximo, a fazer da terra um lugar de paz. Jesus não trouxe NENHUMA religião. Jesus trouxe apenas a forma ideal de se agir e estar com Deus. Caso não acredite, ok! Deus vai continuar te amando de todo o jeito, você ainda não precisa de esforços paralelos para conseguir nada. Tudo acontece por que tem que acontecer, caso use algum atalho para mudar isso, será por sua conta e risco. Você não precisa pagar penitência, não precisa sofrer pelos outros, não merece sofrer por algo que supostamente fez em outra "vida". Jesus já fez tudo isso por você. Caso seja ateu, ok. Se apegue no que acha que é a verdade, mas não esqueça que nada surgiu e acontece por força do acaso. 

Fique com Deus! E que Ele abençoe a todos nós.

Thiago Grachet
Creio No Amanhã

Dons do Espírito Santo: Línguas e Intepretação de Línguas.

segunda-feira, 21 de julho de 2014

Há algum tempo publiquei a relação e um resumo dos dons do Espírito Santo que constam na Bíblia. Para quem quiser ver, o link é esse: Dons do Espírito Santo.

Resolvi deixar o dom de Línguas e Interpretação de Línguas em separado pois é o mais polêmico e o que mais sofre a ação de heresias e entendimentos errados.

Linguas Angelicais?

Defendem que este é um padrão que deve ser considerado importante na formação do cristão, pois leem 1Co 14.4 - "O que fala em língua desconhecida edifica-se a si mesmo, mas o que profetiza edifica a igreja" - acreditando que esta colocação de Paulo é uma exortação a que os cristão falem em línguas, nem que isto seja para sua edificação. Isto é um mito. Apesar do texto dizer que o que fala em línguas edifica si próprio, o objetivo de Paulo é mostrar que os Coríntios deveriam cuidar da edificação coletiva. Se formos considerar o objetivo da carta aos Coríntios neste ponto em questão, devemos levar em conta que Paulo não está exortando ou incentivando a que falassem em línguas para que cada um saia edificado. Ele está corrigindo o egoísmo dos cristãos de Corinto, os exortando a profetizar.

O dom de línguas no contexto em que ele aparece está intimamente vinculado ao dever de proclamação. O profetizar em 1Co 14.3 é nada mais do que dizer, ou revelar o que as línguas desconhecidas queriam dizer sobre as verdades espirituais. O falar mistérios (1Co 14.2) é falar o que não é conhecido. Não são as línguas um mistério, mas o que Deus quer dizer por meio delas. O pentecostalismo ao dar enfase ao termo "mistério" subverteu o texto de 1Co 14.2, que diz que "em espírito (o crente) fala mistérios". Para o pentecostal, agora o crente fala “em” mistério. Este mistério para eles são as línguas. Elas também são mistérios porque acreditam que são línguas angelicais, desconsiderando totalmente que toda vezes que as línguas foram faladas, elas estavam em um contexto de diversidade de cultura, logo de idiomas. para os pentecostais estas línguas servem para a edificação individual e como continuistas, dizem que isto é uma evidência daqueles que foram batizados no Espírito Santo.

Neste estudo, vamos compreender que as línguas estranhas faladas eram para proclamação e edificação coletiva, eram línguas estrangeiras e humanas, jamais foram angelicais. Veremos também que estas línguas eram uma evidência para incrédulos, inseridos num propósito de evangelização e que estas línguas cumpriam um propósito para um período, portanto, cumprindo seu propósito, já cessaram . O que a Bíblia tem a dizer sobre o tema?

Há pelo menos 6 textos que mencionam línguas como um dom:
Mc 16.17; At 2.1-12; At 10.46; At 19.6; 1Co 12.10, 28, 30; 1Co 14.1-39

Um dos argumentos muito usado para justificar a existência de uma língua angelical é a maneira como as versões apresentam as qualidades das línguas (novas, outras, variadas ou estranhas). O argumento é construído da seguinte forma: “Ora, se a língua é estranha, então é porque os homens não a conhecem, logo deve vir do céu.” Outra coisa muito comum para este argumento é que o falar mistérios significam coisas fora de compreensão.

Entendendo a estranheza da língua

Quando as versões Bíblicas trazem as palavras “novas, outras, variadas ou estranhas” é muito comum as pessoas associarem estas palavras a língua de anjos. Mas precisamos deixar claro que não há evidência na Bíblia de que alguém falou em língua de anjos. O fato de aparecer num texto a palavra “estranha” com relação a uma língua, não significa que esta estranheza venha de algo celestial ou angelical, até porque como já foi dito, não há nenhum texto que afirme que alguém falou em língua de anjos. Então, que línguas são essas?

Dos 6 textos acima onde línguas aparecem como dom, 2 deles só mencionam que o dom é uma distribuição divina (Mc 16.17; 1 Co 12.10, 28, 30). Estes nada explicam e seu exercício ou função.
Restam 4, destes 4, 3 mostram o dom sendo exercido publicamente (At 2.1-12; 10.46; 19.6) e 1 texto explica a finalidade do dom.

Vamos examinar os 3 textos e verificar o seguinte: não houve manifestação alguma de línguas angelicais neles.

1. At 2.1-12
Quando desceu o Espírito Santo sobre os que estavam reunidos, o que lemos é que eles começaram a falar em outras línguas (v.4)
Mas quais línguas?
Segundo os próprios ouvintes, cada um na sua própria língua (idioma) de origem (vs. 8-11). Os medos, partos, cirineus e assim por diante estavam atônitos por um simples fato:
“Não são galileus todos os que estão falando?” (v.7)
Ou seja, os galileus falam no máximo aramaico (ainda que houvesse uma certa influência do grego no meio deles), e na ocasião, por distribuição do Espírito Santo, os galileus falavam em línguas que eles mesmos não conheciam. Eles falavam na língua dos outros povos.

2. At 10.46
Este é um texto que mau interpretado tem servido para os que acreditam que a distribuição de língua angelical é Bíblica. Isto porque alguns anulam detalhes simples de se observar na ocasião em que este grupo falou em línguas.
Pegue todo o capítulo 10 e veja que alguns personagens são centrais, estes são “Pedro e Cornélio”. Nesta ocasião temos que levantar algumas coisas importantes.

Cornélio
1. Natural de onde? – Roma
2.Ocupação – ­soldado de patente alta (pretoriano) do exército romano
3. Sua língua de origem – Latim
4. Outras línguas que poderia falar – grego e aramaico (sua função exigia um grau de intelectualidade e habilidade com outras línguas, uma vez que ele vivia na cidade de Cesareia, em Israel e que Roma enviava seus soldados a muitas terras estrangeiras).

Pedro
1.Natural de onde? – Galileia (era judeu)
2. Ocupação – pescador
3. Sua língua de origem – Aramaico
4.Outras línguas que poderia falar – nenhuma além da sua de origem, sua ocupação como pescador não o exigia ter algum contato com alguém de fala estrangeira.

Se levarmos em conta que todos falaram em línguas ali na casa de Cornélio que era um romano, e que Pedro era galileu, vem a tona a pergunta: “Que língua falou Pedro”?
Na ocasião Pedro vai a casa de Cornélio para compartilhar das maravilhas de Cristo e proclamar o evangelho, pois Cornélio e os outros presentes precisavam receber a mensagem de fé. Pedro obviamente falou em aramaico, pois Cornélio e os da sua casa falavam também esta língua. Logo depois da pregação de Pedro os presentes ficaram cheios do Espírito Santo e começaram a falar em línguas.
Em At 11.1-3, Pedro é questionado pelos apóstolos e os outros judeus sobre sua pregação na casa de Cornélio. A pergunta foi:
“Como estes ficaram sabendo disso?”
A pergunta é bem clara e objetiva, quem perguntou isto a Pedro sabia o que os da casa de Cornélio falavam. O que eles ficaram sabendo naquele momento? Possivelmente muitas coisas a respeito de Cristo e começaram a proclamar numa língua que não era a deles. Se judeus sem conhecimento da língua romana, frios e incrédulos, ouviram algo na casa de Cornélio, eles ouviram a proclamação do evangelho em sua língua para que também pudessem crer. Segue-se o mesmo padrão de At 2.1-12.
No mínimo algum judeu estava na casa de Cornélio. Afinal, Cesareia, apesar de ser uma província romana em Israel, tinha habitantes judeus que frequentavam a casa do piedoso romano. Algum judeu ouviu tudo o que foi dito. Se este judeus creram na mensagem ou não a Bíblia não trás nenhum relato.

3. At 19.6
Este é outro texto mau compreendido e que deixa no ar uma ideia de que a linguagem de anjos é concedida aos homens. Entre At 18.24 e 19.6 aparece o personagem Apolo pregando a judeus em Éfeso.
Apolo tem quase as mesmas características que identificamos em Cornélio, era um estrangeiro que convivia com judeus, sua língua deveria ser o grego, pois em Éfeso, região da Ásia Menor esta língua predominava. Sua ocupação é desconhecida. Havia uma mistura clara de fala judaica e grega na região de Éfeso. Note que a pregação era destinada aos judeus e que o Espírito Santo concedeu que a mensagem fosse provavelmente levada a eles na linguagem judaica, para que os judeus entendessem a pregação e não só a manifestação.

Pare e pense - A finalidade das línguas
Avalie At 10.46 e 19.6 e perceba que há sempre judeus no meio, até mesmo os que eram prosélitos (At 2.1-12). Nos capítulos 2; 10 e 19 de Atos dos Apóstolos sempre houveram judeus questionando os eventos mencionados. Em At 11 vemos a indignação dos judeus ao saberem que Pedro foi a casa de um romano e que os romanos que estavam ali receberam o Espírito Santo. Esta observação nos conduz para uma reflexão sobre o propósito fundamental do dom línguas naquele período, e que é mencionado em 1 Coríntios 14.

A manifestação é um sinal para os incrédulos (v.22). As manifestações distribuídas e avaliadas até aqui sempre estavam ligadas ao fato de proclamar a Jesus Cristo aos judeus, que se achavam donos das bênçãos divinas. Também aos que não eram judeus, que eram chamados de escória, que também estavam na incredulidade. Todas as manifestações estavam ligadas a anunciar a verdade de Jesus Cristo, por isso que a linguagem humana é intimamente ligada ao dom de línguas e não de anjos. O que mais impressiona e comprova esta questão tão polêmica e mau resolvida é que Paulo em 1 Co 14.21 repete o que Isaías já havia dito:
“Assim por lábios gaguejantes, e por outra língua, falará a este povo.” (Is 28:11)

A conexão dos textos afirmam que a linguagem estrangeira e não a angelical seria o canal de comunicação para um período onde um número muito grande de variedades de idioma estava presente na missão da igreja. Então, tudo o que vimos até aqui é que o dom de línguas era útil para os incrédulos num contexto em que a mensagem poderia ser universalizada, pois seus primeiros anunciadores na ocasião não falavam mais do que dois idiomas. Fazia-se necessário que algo extraordinário acontecesse para que etíopes, medos, gregos ou romanos pudessem compreender a anunciação das boas novas.

Conclusão:

O Dom de Variedade de Línguas e Interpretação de Línguas, é um dom no qual a pessoa fala em outro idioma ou dialeto desconhecido, e serve para edificação de si mesmo ou da igreja, neste caso quando há alguém com o dom da interpretação.

O que vemos na maioria dos movimentos pentecostais atualmente, é apenas glossolalia, um fenômeno da psiquiatria que merece ser estudado e evitado pelos verdadeiros cristãos. Glossolalia gera gritarias, choros, pulos, e é conhecido como o "fogo".

O verdadeiro cristão, que tem esse dom, o menor deles, fala consigo mesmo, não grita na igreja, nem fala "linguas enroladas" no microfone para todos ouvirem.

Pra finalizar: O apóstolo Paulo JAMAIS disse que falava ou que existia a língua dos anjos, ele apenas disse AINDA QUE falasse (e não que falava). Anjos sempre se comunicam na língua daquele que vai receber a sua mensagem.

O Presbiteriano
Introdução e Conclusão: Diego Rodrigo Souza
Creio No Amanhã

Templo reunirá Igreja, Mesquita e Sinagoga num só lugar.

quinta-feira, 17 de julho de 2014

Berlim vai ganhar um templo multirreligioso: a House of One (Casa de Um Só) – o primeiro edifício sacro do mundo a reunir, sob o mesmo teto, uma sinagoga, uma mesquita e uma igreja. Com início das obras programado para os primeiros meses de 2016, a construção será um teste de tolerância.

Na apresentação do projeto à imprensa, nesta terça-feira (3), o rabino Tovia Ben Chorin ficou lado a lado com o pastor luterano Gregor Hohberg e o imame Kadir Sanci no futuro canteiro de obras. Num gesto simbólico, os três empilharam nas mãos três tijolos claros, o material com que será erguido o futuro templo.

"Cidade das feridas, cidade dos milagres" é como o rabino Ben Chorin define a capital alemã, local onde foi planejado o Holocausto, um dos maiores crimes contra a humanidade do século 20. Os pais do religioso fugiram em 1935 da Alemanha para a então Palestina, e ele veio de Jerusalém para Berlim há seis anos.

Uma união assim seria, sem dúvida, rara no Oriente Médio ou em países como a Nigéria, onde conflitos religiosos custam tantas vidas humanas – mas tampouco é corriqueira na Alemanha, onde ainda se esbarra na rejeição aos que seguem outras religiões.

Membros de outras religiões também serão convidados para os diferentes cultos na House of One. Essa demonstração de abertura visa atrair, sobretudo, os jovens, que raramente são vistos nas igrejas cristãs. Por sua vez, a comunidade judaica de Berlim, praticamente exterminada no Holocausto, cresce lentamente.
Apenas os seguidores do Islã veem aumentar a presença dos jovens fiéis na vida religiosa. Visando esse público, fora alguns versos em árabe, as preces de sexta-feira serão basicamente realizadas em alemão. Tal opção não é comum nas mesquitas, onde geralmente se celebra em turco, árabe ou bósnio. No meio tempo, fundamentalistas islâmicos mais linha dura vêm criticando na internet a participação muçulmana no projeto.

O projeto de arquitetura sacra na capital é iniciativa da Comunidade Judaica de Berlim, do Seminário Abraham Geiger, do islâmico Fórum de Diálogo Intercultural e da Congregação Luterana das Igrejas de São Pedro e Santa Maria. Orçado em 43 milhões de euros, a intenção é que seja inteiramente financiado por crowdfunding (patrocínio público). No site da House of One, em sete idiomas, qualquer pessoa poderá contribuir, comprando um tijolo.

Seu futuro endereço é a Praça Petriplatz, no centro histórico da cidade: um terreno baldio na antiga Alemanha Oriental, usado como estacionamento até algum tempo atrás. Porém, há 700 anos, cristãos têm celebrado aqui os seus cultos – primeiro numa igreja gótica, depois numa neobarroca e, então, numa em estilo neogótico.

Essa última igreja foi seriamente danificada durante a Segunda Guerra Mundial e demolida durante os anos do regime comunista da República Democrática Alemã (RDA). O novo templo ecumênico será erguido exatamente sobre os fundamentos dessa última casa de oração.
"Nós não queríamos simplesmente construir uma igreja", explica o pastor Hohberg. "A cidade se transformou. Gente de todas as confissões vive aqui e quer um lugar onde possa se congregar." Por isso, as três religiões monoteístas vão projetar, construir e habitar juntas a nova casa.
"Mas não estamos à procura de uma nova religião e não queremos confundir nossas identidades", acrescenta o imame Sanci. Por sua vez, o rabino liberal Ben Chorin almeja um lugar para aprender sobre religião sem missionarismo, para discuti-la criticamente. Ele lembra que "a fala é mais lenta do que as armas".

Espaços multirreligiosos – ou ecumênicos – existem em outros lugares, como em aeroportos ou na Organização das Nações Unidas (ONU). Em Berna, capital da Suíça, está sendo construído um centro com esse caráter. Mas a iniciativa berlinense é diferente: trata-se de um edifício sacro interreligioso.
O escritório de arquitetura Kuehn Malvezzi, de Berlim, foi quem venceu a concorrência internacional. Seu projeto pretende se destacar majestosamente na paisagem urbana, com uma torre de 32 metros de altura pairando sobre um cubo e uma cúpula central.

Cada uma das três religiões vai dispor de dependências próprias para seu culto, com dois andares – como de praxe nas mesquitas e sinagogas – ou apenas um – no caso da igreja. "Nós voltamos bem atrás na história e constatamos que as formas originais dos locais de culto para cristãos, judeus e muçulmanos não diferem tanto assim entre si", revela o arquiteto Winfried Kühn.
Ainda assim, o projeto foi várias vezes adaptado às necessidades das diferentes religiões. Sinagogas e mesquitas precisam estar direcionadas para o leste, e a sinagoga precisa de espaço na parte superior para as cabanas do Sucot, a Festa dos Tabernáculos.
Graças às frestas de inspiração oriental na alvenaria, o edifício todo será banhado de luz. O espaço mais amplo será a nave abobadada central, um local de encontro e diálogo para fiéis e ateus.
Uma questão, porém, permanece em aberto e sujeita a diálogo: "Quem é o 'One', o Deus único?". A resposta do rabino Ben Chorin é bem direta e singela: "É alguém que criou a diversidade. Senão seria muito chato."

UOL Notícias/Genizah

A Maravilhosa Desgraça

segunda-feira, 7 de julho de 2014

Se está doente vai ser curado, se está desempregado vai arrumar emprego, se o casamento vai mal será restaurado, se mora de aluguel vai ganhar casa própria...

Este é um dos grandes problemas do cristianismo brasileiro (pra não dizer universal - não, o trocadilho não foi intencional). O povo só sabe pregar a Cristo através da desgraça. É o famoso evangelho Hollywoodiano: "Venha pra Cristo e tudo vai ficar bem! Vocês serão felizes para sempre!" Ou se preferir, o evangelho Tabajara: "Seus problemas acabaram!".

E quando aparece uma família bem estruturada, um exemplo de boa moral, com a saúde nota 10, mas que não tem a fé em Cristo, o crente não sabe o que fazer... "Meu Deus, e agora? Como vou falar de Cristo se não tem desgraça?".

Nossos púlpitos precisam começar a ensinar Cristo através da graça, e não da desgraça, para que as pessoas se acheguem a Deus pelo que ele É e não pelo que ele pode dar. Quando procuramos a igreja por causa do milagre, da bênção ou pra tocar nas vestes de Jesus, sabe o que acontece? Cristo sobe no barco e se afasta da multidão...

A Bíblia nos ensina que Cristo morreu por todos e abençoa a todos, independente do que fazemos ou deixamos de fazer. Você é bom moço? O amor de Cristo por você permanece intacto. Você é um assassino ateu? Idem. A salvação não vem por obras ou bom comportamento, mas pela fé, e só! O Evangelho não é pó mágico e Jesus não é gênio da lâmpada. Os problemas não acabam quando conhecemos a Cristo, o que acontece é que tendo certeza de quem Ele é, posso descansar diante das tempestades. Meu futuro é certo e não é deste mundo!

Quando entendemos a graça reconciliadora, vamos aos poucos aprendendo a encarar os problemas a partir da ótica de Cristo, por isso ficam mais leves e por vezes até somem. Dando lugar ao Espírito e não a carne, a possibilidade da desgraça cai, e muito! É isso que é acontece. Não é mágica, é o viver em Cristo. Voltamos ao ser original, a imagem e semelhança de Deus. Deixamos de ser conhecedores do bem e do mal e confiamos essa tarefa ao único que deveria ter ficado com ela. E Deus, através de Jesus, nos diz como ser uma boa mãe, boa esposa, boa profissional, boa vizinha, boa amiga...

Os milagres podem vir? Claro! Ele veio para libertar os cativos, dar vista aos cegos, curar os enfermos? Sim! Mas esta não deve ser essência de nossa pregação. Fomos chamados a pregar a MARAVILHOSA GRAÇA. Se o milagre vier, bem, se não vier, devemos glorificar a Deus da mesma maneira!

"Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus!"

Dani Marques
Genizah

Pr. Caio Fabio no The Noite de Danilo Gentili

quarta-feira, 25 de junho de 2014


O Pentecostalismo e seus Danos à Igreja de Deus

quarta-feira, 18 de junho de 2014

A. Os Três Perigos

Ao longo de sua história, a igreja cristã tem enfrentado três graves perigos: o paganismo, o papismo e o pentecostalismo.

O paganismo ameaçou a igreja logo nos primeiros anos de sua existência, especialmente por meio de um misto de religiões, filosofias e fábulas que mais tarde ficou conhecido como gnosticismo. Esse modelo exercia forte atração sobre os cristãos menos preparados porque, além de oferecer experiências místicas, como visões e coisas do tipo (Cl 2.18), também impunha aos seus seguidores normas de conduta que pareciam piedosas — regrinhas como “não pode isso”, “não pode aquilo” (Cl 2.20-23). O maior atrativo do gnosticismo, porém, estava na alegação de que seus adeptos formavam uma elite espiritual detentora de um grau de espiritualidade e conhecimento (gnosis) que outras pessoas eram incapazes de ter.

O papismo, por sua vez, desenvolveu-se em decorrência de processos muito mais longos e complexos, iniciados já no século 2, e que culminaram no surgimento de uma espécie de príncipe eclesiástico com autoridade universal, supostamente dotado de infinitos poderes temporais e espirituais — uma espécie de deus, reconhecido, aliás, como infalível!

Por causa do papismo, a igreja medieval ficou muitas vezes nas mãos de homens inescrupulosos, imorais e corruptos que, em nome de Cristo e em benefício próprio, cometeram atrocidades como as guerras das Cruzadas, os crimes da Inquisição e a exploração impiedosa do povo por meio da venda de relíquias e de indulgências. O caos e a vergonha a que o papismo lançou a igreja deram ensejo à Reforma Protestante do século 16.

O terceiro perigo, o pentecostalismo, é de todos o mais recente e também o mais danoso, posto que abriga elementos dos dois primeiros e, conforme será demonstrado, trouxe prejuízos para o cristianismo que nem mesmo os piores inimigos da fé foram capazes de causar nesses 2 mil anos de história eclesiástica.

O surgimento do movimento pentecostal geralmente é datado de 1906, ano em que William Joseph Seymour, um pregador afro-americano, iniciou reuniões num barracão na Rua Azuza, número 312, em Los Angeles, EUA. Nessas reuniões, a ênfase era a busca do batismo com o Espírito Santo, o que Seymour cria ser uma experiência mística pós-conversão, acompanhada pelo falar em línguas.

Ora, a Bíblia ensina que o batismo do Espírito Santo é dado a todos os crentes, sem que eles precisem se esforçar para obtê-lo (1Co 12.13; Gl 3.2). Também ensina que isso ocorre no momento da conversão (Ef 1.13), sem nenhuma necessidade de ser evidenciado pelo dom de línguas, já que, na Igreja Primitiva, esse dom era dado somente a alguns (1Co 12.30).

Contudo, os seguidores de Seymour criam que o batismo do Espírito Santo era uma espécie de segunda bênção (a primeira bênção seria a conversão) dada por Deus somente a quem a buscasse com orações, jejuns, clamores, lágrimas e vigílias. Por isso, testemunhas oculares relataram que, na Rua Azuza, as pessoas passavam dias e noites gritando, chorando, gemendo, uivando, pulando, girando e se contorcendo, enquanto clamavam pela “bênção”. Já os que eram “batizados” balbuciavam o que criam ser línguas estranhas e, em êxtase, caíam no chão onde ficavam rolando ou se sacudindo, numa manifestação frenética de loucura total. Outros, ainda, desmaiavam e ficavam deitados por horas a fio, inertes como se estivessem mortos.

Tudo isso, pensavam, era necessário e valia a pena, pois o batismo do Espírito Santo, uma vez recebido, elevaria o crente a um novo e mais rico patamar espiritual, tornando-o participante de uma elite de homens santos e fazendo-o desfrutar de uma vida repleta de experiências poderosas e arrebatadoras com Deus.

Foi dito aqui que o primeiro grande perigo que ameaçou a igreja de Cristo foi o paganismo manifesto em doutrinas gnósticas. Pois bem… O pentecostalismo demonstrou ser um dos maiores danos que já sobrevieram à igreja porque, com sua ênfase numa doutrina jamais ensinada nas Escrituras, trouxe de volta para o cristianismo precisamente aquelas velhas noções pagãs, apegando-se ao êxtase, ao frenesi espiritual e, especialmente, ao principal conceito gnóstico da existência de uma elite espiritual que se situa acima dos crentes comuns.

Então, como ocorreu com o gnosticismo nos séculos 1 e 2, a possibilidade de provar emoções novas e de fazer parte de uma elite espiritual fez com que o pentecostalismo atraísse uma imensa massa de pessoas ignorantes, ávidas por experiências místicas e sedentas por conquistar o reconhecimento e a admiração dos seus correligionários.

Conforme dito anteriormente, a segunda maior ameaça sofrida pela igreja ao longo dos séculos foi o papismo. Ora, o pentecostalismo também não deixou de fora os principais elementos desse mal. Com efeito, além de trazer novamente para a igreja de Cristo o velho paganismo combatido pelos pais apostólicos do século 2, o movimento pentecostal trouxe também para a igreja evangélica o velho papismo combatido pelos reformadores do século 16. A diferença é que o papismo pentecostal é um papismo piorado.

De fato, se no romanismo foi acolhida a figura de um papa apenas, no movimento pentecostal ocorreu a diabólica proliferação de um exército de pequenos papas locais, todos reivindicando autoridade divina e infalibilidade absoluta sob os títulos de bispo, apóstolo, profeta ou patriarca.

Com incrível ousadia, todas essas figuras alegam que Deus lhes fala diretamente e, à semelhança dos pontífices medievais, não aceitam que suas opiniões ou condutas sejam questionadas por ninguém e em nenhum grau. Também à semelhança dos papas renascentistas, esses facínoras exploram a boa-fé do povo e juntam tesouros para si, vendendo quinquilharias que dizem ser santas e dotadas de poder. Na verdade, isso acontece hoje numa escala tão grande que é fácil concluir que os papas medievais, em termos de engano e estelionato, teriam muito que aprender com os pequenos papas da atualidade que reinam soberanos nas igrejas pentecostais.

Β. Uma fábrica de seis males

Se o pentecostalismo abriga elementos do paganismo e do papismo, há também outras razões muito mais perceptíveis que comprovam que essa vertente dita evangélica é um risco terrível para a causa cristã. Para expor essas razões, basta descrever o pentecostalismo como uma fábrica de seis males: heresia, superstição, falsos irmãos, hipocrisia, desordem e desilusão. Neste artigo serão expostos somente os dois primeiros males. Os demais serão abordados na parte 3 desta série.

Por que podemos afirmar seguros que o pentecostalismo é uma fábrica de heresias? A resposta é simples e lógica: Crendo que Deus fala diretamente aos seus apóstolos e profetas, bem como àqueles que foram agraciados com a “segunda bênção”, os pentecostais não valorizam o estudo teológico, a exegese ou mesmo as lições mais elementares da hermenêutica bíblica. Para que — dizem eles — se afadigar na análise do texto bíblico, no aprendizado das línguas originais ou na leitura de obras de profundidade doutrinária se Deus nos fala diretamente? Aliás, no afã de ressaltar essa fábula, alguns pastores mais criativos deixam uma cadeira vazia ao seu lado no púlpito, afirmando que aquele lugar é ocupado por um anjo ou pelo próprio Espírito Santo que, pondo-se ao seu lado, sussurra as coisas que ele deve dizer à multidão.

Agravando essa situação, grande parte dos líderes pentecostais se opõe ferozmente ao estudo da teologia, dizendo que “a letra mata” (2Co 3.6). Ora, o fácil contexto dessa citação é suficiente para mostrar que Paulo fala ali da Lei Mosaica (a letra) e seu impacto mortal sobre aqueles que tentam ser justificados através da sua observância. Para os pentecostais, porém, nesse texto, Paulo, justamente o apóstolo mais estudioso do Novo Testamento (At 26.24), reprovava o dedicado estudo da Palavra de Deus!

O resultado dessas proezas é que o pentecostalismo acaba sendo um prato cheio para os que se deleitam na preguiça intelectual e dá ensejo para que homens sem preparo, seguindo as imaginações de seu próprio coração e chamando tudo o que lhes vêm à mente de “revelação”, ensinem aos seus seguidores absurdos que vão desde as tolices mais chocantes até as heresias mais deploráveis e destruidoras. Na verdade, esse fato é tão notável e evidente que qualquer crente com conhecimento teológico básico sabe que é mais fácil encontrar um dente na boca de um torcedor corintiano do que uma frase de alto valor doutrinário na boca de um pastor pentecostal.

De fato, poucas vezes na história do pensamento cristão existiu uma fábrica de heresias tão produtiva como o pentecostalismo. Há algum tempo eu adquiri o grau de mestre (Th.M) em teologia histórica e posso afirmar depois de muitos anos de estudo que nem Márcion, o arqui-herege do século 2, nem os montanistas, nem os defensores da cristologia heterodoxa que ameaçou a igreja nos séculos 4 e 5, nem os cátaros, nem o catolicismo medieval, nem os radicais da época da Reforma, nem as seitas pseudocristãs da atualidade superaram o pentecostalismo na produção de doutrinas blasfemas, desvios teológicos, erros de interpretação, ensinos destruidores, lições vergonhosas e propostas antibíblicas.

Quem duvida, deve estudar esses movimentos e compará-los com as aberrações que dia após dia brotam dos púlpitos pentecostais. Sem dúvida, o crente sincero se sentiria mais à vontade numa missa dirigida pelo Papa Inocêncio III do que num “culto de libertação” realizado por pentecostais. Se bem que, na verdade, o melhor mesmo seria não comparecer em nenhuma das duas reuniões.

O segundo mal que a máquina pentecostal produz incansavelmente é a superstição. Mais uma vez, a noção de que Deus fala diretamente a seus profetas, revelando coisas novas a cada dia, fez com que o pentecostalismo abrisse as portas para o misticismo religioso, repleto de crendices toscas inventadas por pessoas que diziam ter recebido uma “revelação” qualquer.

Os reformadores do século 16 afirmavam que a superstição é filha da ignorância. Assim, sem conhecer a doutrina bíblica e fiando-se nas ilusões de inúmeros sonhadores, os pentecostais passaram a acreditar em frases mágicas (“eu determino”, “tá amarrado”; “eu tomo posse”, “eu não aceito…”), em rituais de quebra de maldição, na força maior de orações feitas de madrugada, no poder de objetos ungidos com óleo de cozinha e até em água milagrosa obtida por meio de um copo deixado sobre o aparelho de TV durante a transmissão de um programa evangélico qualquer.

Percebendo a facilidade com que as massas criam nessas fábulas, homens perversos e impostores foram atraídos para o meio pentecostal onde conquistaram facilmente postos de liderança (para se destacar no meio pentecostal basta gritar, sapatear e rodopiar bastante). Então, movidos pela ganância, esses homens inventaram ainda mais superstições, criaram um amplo comércio de relíquias muito semelhante ao que a igreja católica explorou na Idade Média e enriqueceram vendendo cacarecos ungidos para o povo iludido, prometendo saúde e prosperidade por meio dessas coisas (2Pe 2.1-3).

A massa desesperada seguiu esses golpistas, acreditando que sua vida ia melhorar e, então, os salões pentecostais ficaram lotados. Foi assim que o pentecostalismo fez com que a igreja do Senhor recebesse a fama de um covil de ladrões e a maravilhosa fé cristã, exposta e defendida por gigantes e santos do passado, ficasse com a pecha de uma religião de feiticeiros, muito semelhante à macumba, ao candomblé, ao baixo catolicismo e ao fetichismo de tribos primitivas. Com efeito, nenhuma outra estratégia do diabo foi capaz de emporcalhar tanto o santo nome da igreja de Deus.

O terceiro mal que o pentecostalismo fabrica incessantemente são os falsos irmãos. Infelizmente, ao contrário do que muitos pensam, um número enorme de pentecostais jamais conheceu a salvação anunciada no verdadeiro evangelho. Isso acontece especialmente porque quem se filia a esse movimento geralmente o faz em busca dos milagres de Cristo e não do seu perdão. Porém, outra causa para o grande número de incrédulos dentro dessa vertente evangélica está no fato de que os pentecostais acreditam piamente na heresia arminiana da perda da salvação.

Consequentemente, ainda que afirmem em teoria que a salvação é somente pela fé em Cristo, na prática, os pentecostais vivem tentando se manter salvos por meio da religiosidade aparente, das práticas rituais e da observância de regrinhas inventadas pela igreja. Por incrível que pareça, muitos deles chegam a acreditar que preservam a salvação porque não deixam a barba crescer ou porque nunca vestiram uma bermuda!

Tudo isso mostra que muitos pentecostais jamais entenderam as Boas Novas de Cristo, sendo apenas incrédulos cheios de medo tentando melhorar de vida ou buscando ser salvos pelo esforço próprio.

Obviamente, essa presença enorme de falsos crentes no meio evangélico, produzida especialmente pelo movimento pentecostal, é uma das principais causas do descrédito a que foi lançado o cristianismo nos tempos modernos.

A hipocrisia é o quarto mal que a máquina pentecostal fabrica. A ênfase numa espiritualidade marcantemente exterior, com gritos, pulos e quedas no chão, deu espaço para constantes representações teatrais. Com efeito, simulando o que chamam de “transbordar do Espírito”, muitos pentecostais sapateiam, rodopiam e se contorcem como loucos, tudo para convencer os outros de que são fervorosos espiritualmente. Também a altíssima valorização do falar em línguas impeliu esse povo ao fingimento, levando-os a repetir, por conta própria, três ou quatro sílabas desconexas a fim de dar a impressão de que foram agraciados com o maravilhoso dom descrito em Atos 2 (muitos deles, depois de “falar em línguas de anjos” no domingo, falam a língua dos demônios durante a semana na forma de palavrões!). Buscando ainda status dentro da igreja, muitos pentecostais fingem profetizar, quando, na verdade, somente dizem qualquer coisa que lhes venha à mente e que possa estar relacionada à vida alheia. Naturalmente, todo esse teatro é facilmente percebido por qualquer pessoa normal, o que transforma a fé cristã em motivo de piadas aos olhos dos incrédulos.

O quadro descrito acima desemboca facilmente no quinto mal produzido pelas igrejas pentecostais: a desordem. Nem num hospício, nem num desfile de carnaval, nem na Câmara dos Deputados em Brasília é possível ver e ouvir as loucuras e sandices que se veem e ouvem num culto pentecostal. Ali uns riem, outros uivam; uns correm de lá para cá, outros rolam no chão; uns dançam, outros oram aos gritos… No final, dizem que tudo isso é fervor ou ação do Espírito Santo. Pra piorar, os pentecostais ainda afirmam que a igreja ordeira, centrada no estudo da Palavra, marcada por decência, reverência e santo temor é, na verdade, fria e precisa aprender muito com eles se quiser amadurecer na vida cristã!

Finalmente, o sexto mal que se origina no pentecostalismo é a desilusão. Ouvindo profecias vazias e revelações inventadas, muitas pessoas criam esperanças que jamais se cumprem e que as lançam, enfim, num poço de frustração. Quando isso acontece, para agravar a situação, mestres impostores as atormentam ainda mais, dizendo que as ditas profecias não se cumpriram por causa da falta de fé. Então, além de frustradas, essas pessoas passam a se sentir também culpadas, vivendo infelizes pelo resto da vida.

Outros, seguindo orientações que lhes disseram ter sido reveladas por Deus, tomam decisões ou praticam coisas que acabam por destruir sua família, seu casamento, sua juventude, seu futuro, sua saúde, sua carreira e seu patrimônio. Quando, enfim, despertam para isso, percebem muitas vezes que é tarde demais.

Há ainda aqueles que, numa busca escravizadora pelo que acreditam ser o batismo do Espírito Santo, entregam-se a um rigorismo cruel que os priva do lazer (cinema é pecado!), do conforto (mulher de calça comprida? Nem pensar!), do alegre convívio com os filhos pequenos (ir à praia com eles seria pura carnalidade!) e até dos prazeres do leito conjugal. No fim de tudo, ao descobrirem que nada disso teve qualquer proveito, passam a se lamentar frustrados, percebendo que foram enganados, que a vida passou e que aquilo que perderam não pode mais ser recuperado.

Veem-se, assim, quão horríveis são os males causados pelo pentecostalismo. Como evitá-los? Como fugir deles? Esse será o tema do último artigo desta série.

C. Ressalvas e Opções

Muitas pessoas vão dizer que nesta série de artigos eu faço confusão entre pentecostalismo e neopentecostalismo. Dirão que, na verdade, é somente o neopentecostalismo que realiza os abusos que tenho enumerado, estando o pentecostalismo “clássico” livre disso tudo.

Esse parecer resulta de certas distinções que foram feitas no passado entre o chamado pentecostalismo de “primeira onda” (com ênfase no batismo do Espírito acompanhado de línguas estranhas), o pentecostalismo de “segunda onda” (com ênfase em curas e milagres) e o da “terceira onda” (que adota a teologia da prosperidade). Sem dúvida, essa distinção tem certo valor como forma de classificação que auxilia a análise histórica do movimento. Contudo, a observação do cenário atual mostra que, na prática, a referida diferenciação tornou-se obsoleta, não fazendo mais qualquer sentido.

Com efeito, como acontece em qualquer praia em que uma “onda” logo se mistura com a outra, o mesmo ocorreu com o pentecostalismo. Por isso, hoje é possível perceber que a “primeira”, a “segunda” e a “terceira onda” se mesclaram, viraram uma vaga só, espumando heresias, confusões, fraudes, escândalos e hipocrisias. Assim, a diferença entre pentecostalismo e neopentecostalismo, se houver, poderá talvez ser encontrada na eventual ênfase que cada igreja em particular dá a um erro específico. Na base, porém, todo o movimento se iguala, pois as comunidades que o compõem adotam os mesmos pressupostos, praticam e pregam basicamente as mesmas coisas, afirmando a crença na “segunda bênção”, nas revelações e nos portentos supostamente concedidos por Deus aos seus falsos apóstolos e profetas ilusórios.

Feita essa ressalva, importa agora voltar a atenção para os crentes em Cristo que se encontram nas igrejas pentecostais. Sim, há cristãos de verdade nessas comunidades. Eu conheço muitos deles. Trata-se de irmãos em Cristo que percebem que algo está errado, que sentem a falta de alimento sólido, que observam inconformados aquelas manifestações fingidas de arrebatamento espiritual, que sofrem percebendo a ação de espertalhões e a santidade hipócrita de quem louva a Deus com gritos mas tem a vida suja (Is 29.13).

São irmãos que, à vezes, se sentem culpados, pensando: “Será que o errado sou eu? Será que não tenho fervor? Será que Deus está realmente agindo aqui e só eu não estou vibrando? Por que não sinto vontade de gritar e pular? Por que não consigo falar em línguas? E quanto a essas profecias, curas e orações barulhentas? Será que só eu percebo que são forçadas?”.

Tive contato com muitos irmãos amados que enfrentaram esses dilemas no meio pentecostal e que hoje estão num aprisco bíblico. Outros, porém, geralmente por causa de vínculos sociais e afetivos, ainda vivem nesse meio, mesmo se sentindo incomodados e pouco à vontade. Para esse crentes de verdade, creio haver quatro opções:

1. Permanência com influência: Nessa primeira opção, o crente permanece na igreja em que está, tentando mudar as coisas. Trata-se de uma decisão nobre, mas a experiência mostra que tem poucos resultados. Ademais, essa opção tem se mostrado perigosa, pois, geralmente, com o passar do tempo, os crentes que a adotam ficam indiferentes diante do erro. Aos poucos, sem que percebam, tornam-se menos rígidos em seus julgamentos. A constante e tácita convivência com a mentira faz com que, para eles, o mal se torne normal (e até engraçado). O resultado final é que, sem alimento espiritual e com as faculdades amortecidas, seu testemunho entra em colapso, seu casamento começa e enfrentar crises e seus filhos, quando crescem, correm para o mundo, dizendo que tudo na igreja não passa de representação barata.

2. Ecclesiola in ecclesia: Essa expressão significa “pequena igreja dentro da igreja” e foi usada especialmente pelos puritanos da Inglaterra para se referir a pequenos grupos de crentes verdadeiros que se reuniam para cultuar a Deus de maneira correta, sem, contudo, se desligar da igreja maior, cheia de erros, à qual pertenciam. Essa opção pode ser útil, especialmente porque uma ecclesiola seria um bom lugar para levar o visitante, sem passar vergonha. Além disso, talvez seja uma forma de obter alimento verdadeiro. Porém, essa alternativa é perigosa porque pode gerar orgulho espiritual ou até mesmo uma forma de elitização. Ademais, a liderança da igreja maior se indisporá com grupos assim e os problemas serão inevitáveis.

3. Formação de uma nova igreja por um grupo: A vantagem dessa opção é o surgimento quase imediato de uma igreja séria. Porém, os perigos dessa medida a tornam desaconselhável. Isso porque a nova igreja nascerá com a fama de dissidente, enfrentando a forte oposição da igreja de origem. Esta, em regra, não poupará esforços para caluniá-la, enfraquecê-la e até destruí-la. Ainda que possa sobreviver a tudo isso, o sofrimento decorrente dessas investidas deixará marcas que poderiam ser evitadas caso fosse adotado um modo de agir diferente.

4. Saída individual pacífica: De todas as alternativas, essa é a melhor. Nessa opção, o crente simplesmente se desliga da comunidade maculada em que se encontra e se filia a uma igreja séria, onde poderá nutrir comunhão com seus irmãos e cultuar a Deus longe de escândalos, encenações e badernas. Na igreja que pastoreio tenho várias ovelhas que, pertencendo a comunidades pentecostais no passado, tomaram essa iniciativa e hoje fazem parte do nosso rol de membros. O senso de terem achado finalmente o seu lar, a alegria de aprender a Palavra de Deus a partir da hermenêutica sadia e o alívio de terem se livrado de um ambiente eclesiástico nocivo, repleto de excessos e de maluquices, fazem desses irmãos os mais gratos e vibrantes crentes que há no nosso meio.

Pr. Marcos Granconato
Teologando

Narciso se converteu e escreve música gospel

quarta-feira, 11 de junho de 2014

A história de Narciso é conhecida pelo homem que por admirar a própria beleza acabou morrendo por tamanha vaidade ao contemplar seu reflexo na água. A partir de então, tornou-se um paradigma de vaidade, derivando do seu nome uma terminologia comum a nossa época que é o Narcisismo, ou seja, a qualidade de se apaixonar demasiadamente pela própria imagem.

Algumas características são provenientes do Narcisismo, tais como a vaidade excessiva, a auto promoção, individualismo, egoísmo, uma equivocada auto imagem, a sensação de ser o supra sumo de todas as coisas e por fim a exacerbação do eu. Essas características são notáveis no cotidiano, vivemos em uma sociedade que valoriza muito a imagem, como se diz por aí: “Imagem é tudo”.

O mundo gospel, principalmente o mundo das músicas de grande sucesso também foi entorpecido por essas características. Não vamos nem falar da questão das performances e publicidades; vamos focar nas músicas que cantamos e como elas nos incentivam cada dia mais a alimentar essas péssimas características.

“Eu”, “para mim”, “meu” são termos comuns nas canções que cantamos em nossas igrejas. Está se perdendo cada vez mais o senso do “nós” e “nosso”. Vamos nos individualizando no louvor e perdendo o senso de comunidade. Faça um teste no próximo culto, veja quantas músicas são cantadas na primeira pessoa do singular e quantas são cantadas na primeira pessoa do plural.

Prosperidade, benção, presentes de Deus, nada de dificuldades, provações e nem lutas, isso tudo cansa a nossa beleza. Muitas canções que cantamos são permeadas por um viés materialista, do qual pedimos e pedimos a Deus como se Ele fosse um serviçal à nossa disposição, pronto para nos atender. Nos comportamos como aquele cliente que sempre tem razão. Esse espírito narcisista nos impulsiona a acharmos que somos o centro da adoração.

“Sou mais que vencedor”, “vou vencer”, “esmagar o inimigo”. Nossas canções deixaram de exaltar o nome de Cristo e a obra de Deus e passaram a exaltar nossos atos. Mudamos o alvo da adoração: antes adorava-se a Cristo, hoje cantamos como se fosse para Cristo, mas exaltando as nossas obras ou o que podemos fazer. Muitas canções falam do que podemos fazer e do poder que nos foi dado, mas ignoram quem nos deu esse poder e quem, de fato, é importante nessa história.

É por essas e outras que penso que o Narciso da mitologia grega se “converteu” e agora escreve a maioria das canções cantadas por nós, formando assim um imenso número de “adoradores” narcisistas que trocam o “nós” pelo “eu” e o “nosso” pelo “meu”. Ao contrário de Cristo, eles não chamam mais Deus de “Deus Nosso”, e sim de “Deus meu”.

Pr. Calebe Ribeiro
Genizah Virtual